quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

A DIÁSPORA NEGRA E FILHOS LEGÍTIMOS DA MÃE ÁFRICA SE JUNTAM NO RESTAURANTE BLYOUZ EM SÃO PAULO

 A Chef Internacional Melanito Blyouz aguarda você dia 26/2: Gastronomia & Literatura da Mãe África!

                        

Por: Walter Brito       

O Brasil é o segundo país em população negra do mundo, só  perdendo para a Nigéria.  Vale lembrar que o referido país africano tem 174 milhões de habitantes, enquanto que o Brasil tem 210 milhões. Nosso país tem 55% de negros, correspondentes a 115 milhões  500 mil afrodescendentes.

A comida africana é uma das mais saborosas do mundo. O cantor Martinho da Vila e o ex-presidente do Supremo João Barbosa são clientes do Restaurante Blyouz em São Paulo, de propriedade de Melanito


Embora o negro tenha contribuído de forma forte na construção de nosso país, inclusive derramamos o nosso sangue para fincar as bandeiras do desenvolvimento nos quatro cantos de uma nação de dimensões continentais, ainda assim nunca participamos efetivamente de sua administração.  Certamente, a culpa foi a abolição da escravatura que se deu de forma equivocada e sem critérios. Fomos jogados nas ruas e praças das grandes cidades como Rio, São Paulo, Salvador, entre outras, sem lenço e sem documentos e ao deus-dará. Não tínhamos nenhum preparo para sobrevivermos dignamente nas zonas urbanas, o que foi um crime e, por isso, o país tem uma dívida histórica com a comunidade negra brasileira. Vale acrescentar que por isso somos a maioria dos analfabetos, desempregados, subempregados, a maioria dos presidiários, a maioria que está  morrendo na Pandemia da Covid 19. Além  disso, apenas 17% das riquezas de nosso país estão  nas mãos da comunidade negra, enquanto nossas elites  detêm 83% da economia.

 Marechal João Baptista de Mattos


 Apesar disso, sobrevivemos e, de alguma forma, e com muita luta e criatividade, avançamos!

Conseguimos nos estabelecer nas artes, na música, no futebol e até ocupar algumas posições nas Forças Armadas, oportunidade em que destacamos nesta matéria a grandeza do marechal João Baptista de Mattos, único negro que chegou a marechal no Brasil. 

O governador afrodescendente Albuíno Azeredo homenageia Mandela


Aproveito para relembrar  outros negros importantes do Brasil e do exterior, com quem tive oportunidade de me relacionar no campo profissional  e de amizade: O líder africano Nelson Mandela, que ao sair do cárcere, onde permaneceu por 27 anos na África do Sul, veio ao Brasil em 1991 e eu, como presidente em exercício da Fundação Cultural Palmares, o acompanhei em uma viagem para o Estado do Espírito Santo, quando foi homenageado pelo governador negro Albuíno Azeredo e mais de dez mil populares no Estádio de Cariacica.  No dia seguinte foi-lhe oferecido um jantar pelo governador  Albuíno, no  Palácio Anchieta, quando discursei representando o presidente da República Fernando Collor de Mello.

Jornalista Walter Brito e Wangari Muta Mattai, Prêmio Nobel da Paz


 Tive a satisfação  de entrevistar, como jornalista credenciado na Presidência da República, o presidente Barack Obama no Palácio do Planalto em 2011, após reunião da presidente Dilma Rousseff com o  primeiro negro a presidir os EUA.    

Autografei, com muito prazer, o primeiro livro de minha autoria, Memórias de Uma Família Negra Brasileira,  para a doutora , Wangari Muta Mattai, Prêmio Nobel da Paz,  durante a Conferência de Intelectuais Negros da África e da Diáspora em Salvador-BA, em julho de 2006. 

Jornalista Walter Brito e o Rei Pelé


Tive a honra de ter convivido com uma  gama enorme de personalidades negras tais como: Edson Arantes do Nascimento, o nosso popular Pelé, o presidente do STF Joaquim Barbosa, os atores Milton Gonçalves, Jorge Coutinho, Cosme dos Santos, Antonio Pitanga e sua filha Camila, Lázaro Ramos e a esposa Taís Araújo, Neuza Borges, Zezé Mota e Toni Tornado. E mais, o reitor da Universidade Zumbi do Palmares, o doutor José Vicente, a professora da UnB Lourdes Teodoro, os engenheiros e ativistas Ronald Barbosa, Helinho e Ronaldo Evaristo, o doutor Sebastião Fernando, meu colega de faculdade, quando concluímos o curso de Direito, os apresentadores da TV  Globo  Maju Coutinho, Heraldo Pereira e Glória Maria, o advogado João  Jorge, o arquiteto Mário Nelson, o médico e cirurgião plástico renomado, doutor Odo Adão e seu filho, o advogado e empresário Odinho, o embaixador da Costa do Marfim, Lamini Kanté, o diretor da embaixada da Nigéria, Ayo, o presidente do Ilê Ayê  na Bahia, o Vovô, a ativista paulista Tereza Santos, o ex-governador do Rio Grande do Sul, Alceu Colares,  o professor e pesquisador J. Bamberg, o jornalista Luiz Turiba, o poeta Éle Semog, os cantores Martinho da Vila, Martinália, Neguinho da Beija Flor e Djavan.    

Jornalista Walter Brito e o cartor Neguinho da Beija-flor


Jornalista Walter Brito e o ator Milton Gonçalves

Gilberto Gil entre o ator Jorge Coutinho, presidente do Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro - SATED e o Jornalista Walter Brito

O poeta Hélio Semog e o Jornalista Walter Brito


Fui amigo também do protagonista de Macunaíma e, como presidente em exercício da Fundação Cultural Palmares, fui designado pelo então presidente Itamar Franco para organizar o velório e sepultamento de Grande Otelo com honras de chefe de Estado. O velório ocorreu no Palácio Gustavo Capanema, no Rio, com a presença de toda a classe artística, entre as quais Martinho da Vila, Milton Gonçalves, Elke Maravilha, Watusi, Jorge Coutinho, Virgínia Lane, entre outros. Estiveram presentes também diversas personalidades e autoridades civis e militares, oportunidade em que destaco Oscar Niemeyer, o então governador Leonel Brizola e o presidente Itamar Franco.  O sepultamento foi em Uberlândia no dia seguinte. Nas despedidas do mestre da dramaturgia que faleceu em Paris, quando receberia um prêmio pelo conjunto de sua obra. O seu filho Pratinha falou representando os familiares, o ex-ministro das comunicações, ex-senador e ex-correspondente da TV Globo em Nova York Álvaro Costa falou em nome dos artistas, e eu falei em nome do presidente da República Itamar Franco. 


 Doutor José Vicente - Reitor da Universidade Zumbi dos Palmares em São Paulo


Os demais afrodescendentes com os quais me relacionei ao longo da vida e já se foram são os saudosos amigos: 

Professor Abdias do Nascimento, jornalista; advogado  e ex-deputado federal  Carlos Alberto de Oliveira Caó; ex-deputado estadual José Miguel; ativista no Estado de Mato Grosso do Sul Aparício Xavier; a médica carioca Edialeda do Nascimento; o fisioterapeuta e ativista João Bosco; o ex-governador Albuíno Azeredo; o ex-presidenciável Antonio Pedreira; o geógrafo Milton Santos; o ex-deputado federal Adalberto Camargo; o ex-prefeito de São Paulo Celso Pita; a atriz Ruth de Sousa; o ex-senador suplente de FHC, Osvaldo Ribeiro; o ex-prefeito de Uberaba Wagner Nascimento; o ator e cineasta Zózimo Bulbul e o ativista brasiliense Waldimiro de Sousa. Tenho ainda admiração por dezenas de personalidades negras brasileiras, mas cito neste texto algumas que me vêm à memória: tributarista de proa e vereador soteropolitano Edvaldo Brito, o cantor Milton Nascimento, as cineastas Sabrina Fidalgo, Camila  Moraes, Edleuza Penha de Sousa, os intelectuais e autores Kabemgele Munanga, Sueli Carneiro, Elisa Lucinda, Alda do Espírito Santo, a filósofa Djamila Ribeiro, a Chef Suzi Clementino, os empreendedores Tiago Vinicius, Adriana Barbosa, Fernanda Ribeiro, a servidora pública Mônica Valéria, o bem-sucedido empresário Júlio César Chagas Santos, empreendedores da área da beleza como o cantor Netinho, e outros que investem em salões e casas de estéticas afro:

Beleza Afro, Cabelo & Cosméticos; Anita Negro Salão de Beleza; Algodão Negro Cabeleireiro; Beleza Negra Cabelos Afros; Avec, Agente de Serviços em Salões,  Barbearias e SPAs. Todos em São Paulo-SP.

Falamos nesta matéria sobre um pedaço da história  da negritude brasileira, dos africanos e do negro Diáspora para ao final dizer que todos os segmentos citados no país, principalmente os moradores de São Paulo, são convidados para a reabertura do mais sofisticado restaurante africano da América Latina, onde a gastronomia de alta qualidade é feita  com muito carinho pela Chef Internacional Melanito Blyouz, proprietário de Restaurante Blyouz. O evento ocorrerá no dia 26 de fevereiro de 2021 às 19h, quando lançarei o meu livro  VIDAS NEGRAS IMPORTAM: MEMÓRIAS DE UMA FAMÍLIA NEGRA BRASILEIRA. A capa do livro é do artista plástico Siron Franco, o prefácio do poeta Antonio Victor e apresentação do jornalista e ex-presidente da República José Sarney. Trata-se do evento pós vacina: Gastronomia & Literatura da Mãe África.  Local: Rua Fernando de Albuquerque 95, Consolação / Jardins - São Paulo - SP                 Informações: Whatsapp: 61 996624395/ 11 986651166


 O médico e cirurgião plástico, doutor Odo Adão

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