segunda-feira, 27 de abril de 2020

Maju fecha o tempo na TV Globo

         


          Querida Maju: "Os cães ladram e a caravana passa. Soberana". Desejo-lhe mais sucessos. Ouça no Programa Respeita Januário no YouTube, do dia 28/4, a música inédita Mulher Negra, de autoria do poeta Antonio Victor, em que uma das homenageadas é a bela jornalista Maju Coutinho.A matéria que republicamos hoje já foi publicada em diversos veículos do país, quando a Maju estava iniciando o seu sucesso como apresentadora do tempo no Jornal Nacional. Ela sofreu discriminação racial nas redes sociais e nós a defendemos com muita satisfação. Este artigo teve repercussão nacional, inclusive o agradecimento público da própria Maria Júlia Coutinho, o que nos honrou sobremaneira. Agora Maju está com a carreira de jornalista mais que consolidada, como apresentadora do Jornal Hoje da TV Globo, e ainda assim alguns colegas jornalistas tentaram recentemente tirar o seu brilho, por notória discriminação racial. 

Maju e Roberto Carlos. A atriz global foi homenageada com a música inédita Mulher Negra, do poeta Antonio Victor



Maju fecha o tempo na TV Globo!

Por: Walter Brito

          Quando ligo a TV para assistir ao Jornal Nacional, agora tenho a impressão de que o discurso de Martin Luther King proferido em Washington em 1963 pode tornar-se realidade no Brasil, pois Maju está no ar! King disse naquela ocasião: “Eu tenho um sonho: que um dia meus filhos sejam julgados por sua personalidade, não pela cor da pele”.

Bonner foi o maior defensor de Maju quando ela recebeu os ataques racistas, na ocasião em que a jornalista era apresentadora do tempo no Jornal Nacional

          Maria Júlia Coutinho é a apresentadora do tempo, no famoso jornal da TV brasileira, e faz seu trabalho com muita competência e com uma energia inigualável, o que chama a atenção dos brasileiros e estrangeiros de todas as cores. Outro dia, o jornalista Nivaldo Beirão escreveu o seguinte: “Apesar do racismo que campeia nas redes sociais, a jornalista Maju adentrou o Jornal Nacional com espontaneidade, risonha e com o espírito de quem quer trazer para a previsão do tempo a coloquialidade de uma conversa de elevador, o que fez o jornalismo da Globo tirar a gravata”, provoca o articulista da revista Carta Capital.

Maju Coutinho no Programa Altas Horas de Serginho Groisman


          Voltando ao discurso de King há 52 anos, ou seja, bem antes da mãe da Maju sonhar que teria uma filha tão bonita e competente, agora a própria Maju é a esperança dos afrodescendentes em nosso país, de que o sonho do velho guerreiro dos direitos civis nos EUA se torne profético aqui um dia. Nos Estados Unidos da América, a questão racial avançou muito depois do famoso discurso de Luther King. O reconhecimento dos pensadores da educação, que com muita sensibilidade priorizaram as cotas raciais nas universidades, acertou em cheio. Exemplo de que a educação de qualidade muda efetivamente os destinos de um povo, determinados nomes que se beneficiaram de alguma forma das cotas raciais no país de Abraham Lincoln: “Condolezza Rice; Colin Powel; Oprah Gail Winfrey e Barack Obama”.

o sucesso de Maju no Brasil e Oprah Winfrey nos Estados Unidos da América

          No Brasil, último país do mundo a libertar os escravos, cuja libertação se deu de forma equivocada e provocando consequências terríveis para o povo negro brasileiro, a nossa situação é muito mais complexa. Entretanto, nos últimos 12 anos, o Governo Federal implantou as chamadas ações afirmativas, com o objetivo de reparar a dívida histórica com o povo que ajudou a construir a nação brasileira e não foi inserido no seu processo de desenvolvimento. As cotas para a comunidade negra nas universidades já dão os primeiros resultados. Em 2014 foram implantadas as cotas para a comunidade negra nos concursos públicos. Recentemente foram aprovadas cotas para a negritude na magistratura. Com isso, os afrodescendentes passam a acreditar que o futuro existe, apesar de ainda distante. Ao mesmo tempo percebem que o sonho de Luther King é efetivamente universal.

          Maria Júlia, com competência, humildade, habilidade e, lógico, com muito cuidado, agora amplia o espaço que já tem na televisão. Aos poucos e sem ser pretensiosa, a jornalista se torna uma das referências mais importantes da comunidade negra brasileira, ao lado dos saudosos Abdias do Nascimento e Grande Otelo. Também: Edson Arantes do Nascimento, o Pelé; Milton Gonçalves, Joaquim Barbosa, Djavan, Anderson Silva, Glória Maria, Zezé Mota, Martinho da Vila, Ruth de Souza, José Vicente - da Universidade Palmares, entre tantos outros.  
    
Maria Júlia e Jô Soares

Maju já foi entrevistada no famoso programa que Jô Soares apresentou na TV Globo



          A TV Globo, orientada pelas pesquisas que a conduziram ao topo da comunicação no mundo, com a elegância que lhe é peculiar, tornou-se a madrinha de fato da Maju. A poderosa emissora faz reverências constantes ao trabalho diferenciado da jornalista. Além da levantada de bola no ar do Willian Bonner: “Maju é uma das novidades mais felizes do Jornal Nacional, principalmente porque usa o talento que tem com um entusiasmo contagiante”, disse. A jornalista respondeu na lata: “Obrigada, Bonner. Adorei a levantada de bola”. Depois do apoio público do editor-chefe do Jornal Nacional, a jornalista foi recebida com todas as honras no Programa do Jô Soares e também no badalado programa Altas Horas, de Serginho Groisman. Os dois encheram a bola da jornalista que construiu uma nova história da meteorologia na televisão. A esse respeito, a repercussão do desempenho da Maju, como editora e apresentadora do tempo no Jornal Nacional, está sendo tão grande que a jornalista é assediada nas ruas por onde anda. A nossa reportagem foi às ruas para medir a temperatura dos fãs da jornalista e saber suas opiniões.

Maju Coutinho e o esposo Agostinho


 O professor da Fundação Educacional do Distrito Federal, Edmilson Bispo dos Santos, militante do movimento negro nacional, disse o seguinte: “A Maju é a nova musa da comunidade negra brasileira. Ela fez de um limão uma saborosa limonada. Depois de mostrar o seu talento como jornalista na TV, ela apresentou em alto estilo ao Brasil por meio do programa do Jô Soares, o seu esposo afrodescendente, o publicitário Agostinho Paulo Moura. Percebi logo que além de competente, Maria Júlia tem orgulho de sua negritude. É das nossas!” Concluiu o professor. Entrevistamos ainda o primeiro negro nomeado secretário de Estado no Brasil, o advogado Osvaldo Ribeiro. Ele foi secretário de Assuntos Fundiários do Governo Orestes Quércia em São Paulo e foi também suplente de Fernando Henrique Cardoso no Senado. Osvaldo afirmou: “Maria Júlia fechou o tempo na Globo e passa para a história do jornalismo  como uma das mulheres brasileiras mais competentes na televisão. Maju é a nossa Oprah Winfrey!” Arrematou.

Maju é autora do livro Entrando no Clima

          Por outro lado, nas redes sociais, apesar de muita gente se apequenar tecendo comentários maldosos sobre a nova estrela da televisão brasileira, inclusive esnobando o sucesso da jornalista, a maioria dos comentários valoriza a Maju. Veja o que disseram no facebook alguns fãs da Maria Júlia: “A Maju é linda! Amo o seu estilo: A sua classe, a alegria contagiante e o seu bom humor. Que Deus a abençoe e livre da inveja existente no meio televisivo. Continue alegre e humilde, como você é!” - Michele Sandaniel. Outro fã declarou: “Estou de plantão no Jornal Nacional aguardando a Maria Júlia aparecer” - Celso Luiz Rodrigues - Porto Alegre - RS. Mais um fã, disse que Maria Júlia é o Ayrton Senna de saias.

Edmilson dos Santos

 " Maria Júlia Coutinho tem orgulho de sua negritude", disse o professor Edmilson dos Santos


A jornalista disse para a imprensa que o sucesso que ela está fazendo como apresentadora na televisão: “É uma referência importante para a negritude brasileira. Isto mostra que estamos caminhando, mas o caminho é longo. Será bacana quando houver mais negros em postos importantes no país. Luto e torço para que a nossa realidade mude de forma efetiva”, arrematou. Como se vê, o sonho de Martin Luther King, que é universal, caminha a passos de tartaruga, mas pode tornar-se realidade no Brasil. Maju está fazendo a sua parte. Boa sorte, Maria Júlia Coutinho!

Contato: (61)9662-4395 / institutocristal@gmail.com

3 comentários:

  1. A competência o caráter não está na cor da pele. Meus parabéns guerreira.

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  2. Sou bisneto de escravos, confesso que nunca sofri discriminação racial,mas de uma coisa tenho certeza,enquanto existir brancos e negros essas diferenças existiram

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  3. Nossa Maju! Bela, competente e destemida! #orgulhodemaju

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