quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

BOLSONARO ARMA ESQUEMA PARA GANHAR NO PRIMEIRO TURNO EM 2022!

Moro é o único que vencerá Bolsonaro no segundo turno


Por: Walter Brito

          Política é coisa de profissional, e bolsonaristas   de todos os rincões sabem que o símbolo da falta de profissionalismo apeou do poder, o amigo de Bolsonaro, Donald Trump, o então homem mais poderoso do planeta. Trump, ao lado do presidente brasileiro e seus filhos, preparavam o mundo para uma guinada radical à direita. O americano deu com os burros n'água em plena Pandemia da Covid 19 e a Casa Branca mudou de inquilino, quando Joe Biden, com o apoio efetivo de VIDAS NEGRAS IMPORTAM, sob o comando da negra e senadora democrata Kamala  Harris, de 56 anos, disseram aos norte-americanos, brasileiros e a outros países que a nova ordem mundial exige mudanças constantes!

          Donald Trump, ao ser puxado do cenário político americano com escada e tudo, deixou Bolsonaro com a broxa  na mão e a vacina para administrar em um país de dimensões continentais. Registre-se, depois de 30 dias que a enfermeira negra Mônica Calazans tomou a primeira dose em São Paulo (17/1), a passos de tartaruga, o Brasil vacinou 2,5% da população, enquanto que 240 mil brasileiros perderam a vida para a doença que ameaça o mundo e mata mais de mil pessoas diariamente no país em plena campanha de vacinação. Curiosamente, ainda assim, o presidente Bolsonaro continua na liderança das pesquisas para o pleito de 2022.

          O Instituto Phoenix foi para as ruas do Brasil entre os dias 9 e 14 de fevereiro em 13 estados de todas as regiões do Brasil, e identificou que Jair Bolsonaro (sem partido) continua imbatível e desafiando a oposição, inclusive tendendo a colocar no bolso e ao seu lado parte da esquerda. Seu objetivo é ganhar no primeiro turno, pois num segundo turno poderá dar chabu, principalmente se o adversário no segundo turno for o ex-juiz Sérgio Moro (sem partido).

          O Instituto Phoenix ouviu 2883 eleitores entre os dias 9 e 14 de fevereiro, cuja margem de erro é de 3% para mais ou para menos e o índice de confiança é de 96%. Na pergunta estimulada, quando foi apresentado o disco com os principais presidenciáveis, o resultado foi o seguinte: 





 




          Bolsonaro (sem partido) 31%, Sérgio Moro (sem partido) 23,1%, Ciro Gomes (PDT) 13,1%, Fernando Haddad (PT) 9,9%, Luciano Huck (sem partido) 6,2%, João Dória (PSDB) 5,9%, Nenhum 6%, Não sabe 4,8%.  Na simulação de segundo turno, Bolsonaro vence todos os candidatos, com exceção do ex-juiz Sérgio Moro, que o derrota com placar de 44% contra 39% de Jair Bolsonaro.  Veja abaixo os gráficos de todos os cenários.

Entrevistado pela reportagem, o cientista político Juvenil Coelho, diretor-presidente do Instituto Phoenix, analisou o quadro para 2022 da seguinte forma: "A sucessão presidencial teve início com a eleição das duas mesas do Congresso Nacional, quando foram eleitos Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Na ocasião em que o PT se uniu ao DEM de Rodrigo Maia na tentativa de emplacar Baleia Rossi (MDB) na presidência da Câmara, ficou claro que o partido de Lula, cujos senadores andam a tiracolo com Flávio Bolsonaro, às claras e na escuridão das madrugadas de Brasília, certamente indica que a guerra planejada pelos ombros estrelados do Planalto, com a orientação de Ciro  Nogueira  e Roberto Jefferson, será contra Moro. Este, sem falar que é candidato, tem 23,1 % na pergunta estimulada contra 31% de Bolsonaro, que é dono de uma enorme rejeição, boa parte vinda da administração conflituosa da Pandemia da Covid 19, cujos desentendimentos contra Dória e a mídia só estão começando. Na simulação de segundo turno, o juiz que colocou Lula na cadeia, sem dó e sem piedade, pontuou com 44% contra 39% do atual presidente da República ", disse Coelho.

          A reportagem questionou o cientista político Juvenil Coelho, sobre o grupo político que Moro não tem e sequer partido para enfrentar Bolsonaro com a máquina da presidência da República, além de ter elegido os presidentes da Câmara e do Senado. O cientista argumentou sem titubear: "Embora eu reconheça que Bolsonaro seja o maior eleitor do país, o Moro é um outsider imprevisível. Sabemos que ele apenas administra com muita competência o trabalho que ele fez no combate à corrupção e prendeu o maior líder político da América Latina na época e um dos maiores líderes da esquerda em todos os tempos no Planeta Terra, o ex-presidente Lula. Sem pedir votos e sem frequentar grupos políticos, ainda assim Moro tem sua própria bancada no Congresso, onde o senador e seu conterrâneo Álvaro Dias do Podemos se destaca, e o povo brasileiro o coloca como o único com possibilidades reais de impedir uma nova vitória de Bolsonaro", disse Juvenil Coelho.

          Como se vê, a campanha de 2022 já está nas ruas e aos poucos vai disputando espaço na mídia com a grande preocupação dos humanos, que é a vida, sob ameaça do inimigo invisível chamado novo Coronavírus. Ao que tudo indica, a ciência, sob o comando de seus representantes que orientam governos, médicos, enfermeiros e demais trabalhadores da saúde, obviamente é a grande vedete da Pandemia da Covid 19. Sem o menor esforço para aparecer, a poderosa ciência, do alto de suas grandes descobertas que favorecem a humanidade, certamente impede políticos de angariar votos com a Pandemia. Prova disso é a briga pública do governador João Dória de São Paulo com o presidente Jair Bolsonaro. Dória não sobe nas pesquisas para presidente da República, enquanto que Bolsonaro continua com a rejeição alta e é ameaçado por um candidato que ainda não disse se topará ou não a ajudar o Brasil neste momento em que os brasileiros demonstram precisar dele!

          Parte significativa do nosso povo tem o ministro Moro como a grande personalidade que teve coragem de combater um dos maiores esquemas de corrupção do mundo.  Apesar de o Brasil ser a oitava economia do planeta e ser efetivamente uma das mais ricas, o nosso povo vive como os mais pobres do mundo. 

          A hora da decisão é agora e o povo espera que Moro não vai optar pelo muro. Mas se o ex-juiz disser sim para o povo brasileiro, Bolsonaro fará uma aliança poderosa para ganhar no primeiro turno, sem descartar partidos de esquerda, incluindo cabeças coroadas do PT!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

DONA DEJA NÃO OUVIU FALAR DA COVID 19

            

O último encontro do jornalista Walter Brito com a mãe em 13/5/2018

Por: Walter Brito       

Goiana de Formosa-Goiás, filha de Maria de Beija e Benjamin Carvalho, a aquariana que, com apenas dois anos de escola no colégio São José, construiu uma das mais belas histórias de dignidade de um ser humano. Ela nos deixou no dia 22 de junho de 2018 aos 93 vividos com muita sabedoria, alegria, dignidade e fé em Deus. A escola em que dona Deja aprendeu a ler e escrever foi criada pelas irmãs dominicanas em 1910. A matriarca da família Gualberto, embora nascida Carvalho, foi uma mulher além de seu tempo e pensava um século à sua frente, tal qual os fundamentos de seu signo. Viveu quase nove décadas e meia, dos quais 57 anos ao lado do alfaiate Vespasiano.

Na foto, Deija e Vespa, os oito filhos e um conterrâneo de Vespa.


 Este, nasceu em Flores de Goiás, onde foi peão de boiadeiro. Aos 19 anos mudou-se para Formosa para aprender a profissão de alfaiate com o mestre Chiquinho do Espírito Santo. No atelier do Mestre Chiquinho, marido de Dona Calú, pais da estilista de alta costura Zeli, Vespa conheceu sua amada. Ela era auxiliar e amiga da jovem e já famosa costureira Zeli, que mais tarde se casou com um italiano chamado Penáchio. Vespa deixou a vida aos 84 anos no dia 10 de outubro de 2008, para entrar na história dos alfaiates do primeiro time em Formosa, Brasília e no Brasil. 

Vespa (segundo da esquerda) e os colegas alfaiates na Praça Bom Jesus em Anápolis - 1951


Ao aprender a profissão de alfaiate Vespa passou uma temporada em Anápolis - Goiás, onde se especializou em alta costura masculina. Manteve atelier por cinco décadas em Formosa, onde vestiu os elegantes da capital do nordeste goiano. Participou das festas da inauguração de Brasília, ao lado do médico doutor Hamim Hamú, o apresentador da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, o Louzada; evento em que conheceu JK. Os anos passados em Brasília, quando trabalhou no atelier do Estilista Linhares, Vespa como contramestre tinha como cliente o dono do Banco Nacional, Magalhães Pinto, à época senador da República. Foi Vespa também quem modelou e costurou o terno criado pelo estilista Linhares e usado por Fernando Collor de Mello em sua posse como presidente do Brasil.

Falei sobre meu saudoso pai para mostrar de forma clara, o perfil do companheiro de quase seis décadas de Deja, e a força da matriarca da família negra humilde, que antes de se casar com Vespa, tornou-se porteira e faxineira da escola primária Grupo Escolar Americano do Brasil em Formosa, 

O ex-ministro da Aeronáutica Lélio Lôbo estudou no Grupo Escolar Americano do Brasil, onde Deija foi a primeira porteira


instituição onde fez o curso primário o ex-ministro da Aeronáutica nos governos Fernando Henrique Cardoso e Itamar Franco, o brigadeiro Lélio Lobo. 

A Casa Amarela, onde Deija criou oito filhos


 Lá na casa Amarela da Escola onde Deja fazia o lanche dos alunos, a matriarca afrodescendente morou alguns anos de sua vida e fez com que os seus oito filhos, todos formados em curso superior dessem os primeiros passos na vida, entre os quais dois que se tornaram prefeitos no Entorno de Brasília e Nordeste Goiano. 

Lançamento da segunda edição do livro que conta a história de Dona Deja e Vespa. Data: 6/11/2021 no Othon Palace Hotel em Copacabana no Rio de Janeiro - RJ


Neste sentido, o livro que conta a história de dona Deja, que completaria 96 anos hoje, dia 1º de fevereiro: VIDAS NEGRAS IMPORTAM: MEMÓRIAS DE UMA FAMÍLIA NEGRA BRASILEIRA teve sua segunda edição lançada em plena pandemia da covid 19 no Othon Palace Hotel em Copacabana - Rio Janeiro, no dia 6 de novembro de 2020.

 

Deja e Walter Brito em pé. Sentados: Vespasiano, Milton Gonçalves e Cosme dos Santos. Teatro Nacional em Brasília no dia 9/10/2021

Felizmente, no lançamento da primeira edição de sua história, Dejanira, seus oito filhos, seu esposo e cerca de mil pessoas estiveram presentes no Foyer do Teatro Nacional em Brasília, no dia 10 de outubro de 2006. 

Na foto, Celina Bittar, Adília Macedo, Edna Lôbo, Dejanira e a filha Valquíria


Entre os convidados de Deja na ocasião, a colega do Colégio São José e sua diretora no Grupo Escolar Americano do Brasil, a professora Edna Lobo, a filha Augusta Lobo e outros irmãos. À mesa, ao lado de Vespa e Deja, os atores negros da TV Globo: Milton Gonçalves, Jorge Coutinho, presidente do Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro-RJ, e Cosme dos Santos.

Deja, a matriarca afrodescendente que passou quase um século de vida sorrindo, fazendo o bem para o seu semelhante, afirmava sempre e até as vésperas de seu passamento: "Eu adoro a vida"!

Deja ao lado dos oito filhos ao completar 90 anos


 Ela não viveu o bastante para ver com seus próprios olhos o número de 225 mil brasileiros mortos pela pandemia da covid 19 e 9 milhões e 500 mil brasileiros infectados pela doença que assusta o mundo. A vacina que somente em Israel está efetivamente adiantada caminha a passos de tartaruga em nosso país, onde o governador de São Paulo João Doria briga na TV com Bolsonaro e ambos deixam o povo em dúvida se a população, especialmente o povo pobre e negro, será vacinado. Neste sentido 70% dos que já faleceram pertencem aos afrodescendentes e mais de 80% pertencem à classe dos maiores de 60 anos. No aniversário de Dona Dejanira Carvalho de Brito, que adorava a vida e tinha muita fé em Deus, que o triste número de mil mortos por dia em nosso país diminua da forma mais acelerada possível e que nossos governantes deixem de fazer política com a vacina. A vacinação precisa chegar rapidamente aos quatro cantos do Brasil e salvar o nosso povo. Que o Senhor Bondoso continue na proteção de meus saudosos pais na eternidade, os honrados Deja e Vespa! Salve dona Deja!

Em tempo, o livro que conta a história  de dona Dejanira será lançado no dia 26/2 às  19 no  sofisticado Restaurante Blyouz.  Endereço:   Rua Fernando de Albuquerque, 95  - Consolação/ Jardins  - São Paulo.  Contatos: 61 996624395/ 11 986651166

ALGUNS DOS 23 NETOS DE DONA DEJA

O advogado do Médium João de Deus, o doutor Anderson Van Gualberto Mendonça, também é um dos 23 netos de dona Dejanira Carvalho de Brito


O ex-prefeito de Vila Boa, o odontólogo Waldir Gualberto de Brito e a médica e filha Bruna. Filho e neta de dona Dejanira


O médico Guilherme Koeller Gualberto de Brito e a namorada. Ele é neto da matriarca da casa Amarela, dona Deija

O maratonista internacional e professor de educação física no DF e neto de dona Deja, o Coach Lucas Gualberto



quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

A DIÁSPORA NEGRA E FILHOS LEGÍTIMOS DA MÃE ÁFRICA SE JUNTAM NO RESTAURANTE BLYOUZ EM SÃO PAULO

 A Chef Internacional Melanito Blyouz aguarda você dia 26/2: Gastronomia & Literatura da Mãe África!

                        

Por: Walter Brito       

O Brasil é o segundo país em população negra do mundo, só  perdendo para a Nigéria.  Vale lembrar que o referido país africano tem 174 milhões de habitantes, enquanto que o Brasil tem 210 milhões. Nosso país tem 55% de negros, correspondentes a 115 milhões  500 mil afrodescendentes.

A comida africana é uma das mais saborosas do mundo. O cantor Martinho da Vila e o ex-presidente do Supremo João Barbosa são clientes do Restaurante Blyouz em São Paulo, de propriedade de Melanito


Embora o negro tenha contribuído de forma forte na construção de nosso país, inclusive derramamos o nosso sangue para fincar as bandeiras do desenvolvimento nos quatro cantos de uma nação de dimensões continentais, ainda assim nunca participamos efetivamente de sua administração.  Certamente, a culpa foi a abolição da escravatura que se deu de forma equivocada e sem critérios. Fomos jogados nas ruas e praças das grandes cidades como Rio, São Paulo, Salvador, entre outras, sem lenço e sem documentos e ao deus-dará. Não tínhamos nenhum preparo para sobrevivermos dignamente nas zonas urbanas, o que foi um crime e, por isso, o país tem uma dívida histórica com a comunidade negra brasileira. Vale acrescentar que por isso somos a maioria dos analfabetos, desempregados, subempregados, a maioria dos presidiários, a maioria que está  morrendo na Pandemia da Covid 19. Além  disso, apenas 17% das riquezas de nosso país estão  nas mãos da comunidade negra, enquanto nossas elites  detêm 83% da economia.

 Marechal João Baptista de Mattos


 Apesar disso, sobrevivemos e, de alguma forma, e com muita luta e criatividade, avançamos!

Conseguimos nos estabelecer nas artes, na música, no futebol e até ocupar algumas posições nas Forças Armadas, oportunidade em que destacamos nesta matéria a grandeza do marechal João Baptista de Mattos, único negro que chegou a marechal no Brasil. 

O governador afrodescendente Albuíno Azeredo homenageia Mandela


Aproveito para relembrar  outros negros importantes do Brasil e do exterior, com quem tive oportunidade de me relacionar no campo profissional  e de amizade: O líder africano Nelson Mandela, que ao sair do cárcere, onde permaneceu por 27 anos na África do Sul, veio ao Brasil em 1991 e eu, como presidente em exercício da Fundação Cultural Palmares, o acompanhei em uma viagem para o Estado do Espírito Santo, quando foi homenageado pelo governador negro Albuíno Azeredo e mais de dez mil populares no Estádio de Cariacica.  No dia seguinte foi-lhe oferecido um jantar pelo governador  Albuíno, no  Palácio Anchieta, quando discursei representando o presidente da República Fernando Collor de Mello.

Jornalista Walter Brito e Wangari Muta Mattai, Prêmio Nobel da Paz


 Tive a satisfação  de entrevistar, como jornalista credenciado na Presidência da República, o presidente Barack Obama no Palácio do Planalto em 2011, após reunião da presidente Dilma Rousseff com o  primeiro negro a presidir os EUA.    

Autografei, com muito prazer, o primeiro livro de minha autoria, Memórias de Uma Família Negra Brasileira,  para a doutora , Wangari Muta Mattai, Prêmio Nobel da Paz,  durante a Conferência de Intelectuais Negros da África e da Diáspora em Salvador-BA, em julho de 2006. 

Jornalista Walter Brito e o Rei Pelé


Tive a honra de ter convivido com uma  gama enorme de personalidades negras tais como: Edson Arantes do Nascimento, o nosso popular Pelé, o presidente do STF Joaquim Barbosa, os atores Milton Gonçalves, Jorge Coutinho, Cosme dos Santos, Antonio Pitanga e sua filha Camila, Lázaro Ramos e a esposa Taís Araújo, Neuza Borges, Zezé Mota e Toni Tornado. E mais, o reitor da Universidade Zumbi do Palmares, o doutor José Vicente, a professora da UnB Lourdes Teodoro, os engenheiros e ativistas Ronald Barbosa, Helinho e Ronaldo Evaristo, o doutor Sebastião Fernando, meu colega de faculdade, quando concluímos o curso de Direito, os apresentadores da TV  Globo  Maju Coutinho, Heraldo Pereira e Glória Maria, o advogado João  Jorge, o arquiteto Mário Nelson, o médico e cirurgião plástico renomado, doutor Odo Adão e seu filho, o advogado e empresário Odinho, o embaixador da Costa do Marfim, Lamini Kanté, o diretor da embaixada da Nigéria, Ayo, o presidente do Ilê Ayê  na Bahia, o Vovô, a ativista paulista Tereza Santos, o ex-governador do Rio Grande do Sul, Alceu Colares,  o professor e pesquisador J. Bamberg, o jornalista Luiz Turiba, o poeta Éle Semog, os cantores Martinho da Vila, Martinália, Neguinho da Beija Flor e Djavan.    

Jornalista Walter Brito e o cartor Neguinho da Beija-flor


Jornalista Walter Brito e o ator Milton Gonçalves

Gilberto Gil entre o ator Jorge Coutinho, presidente do Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro - SATED e o Jornalista Walter Brito

O poeta Hélio Semog e o Jornalista Walter Brito


Fui amigo também do protagonista de Macunaíma e, como presidente em exercício da Fundação Cultural Palmares, fui designado pelo então presidente Itamar Franco para organizar o velório e sepultamento de Grande Otelo com honras de chefe de Estado. O velório ocorreu no Palácio Gustavo Capanema, no Rio, com a presença de toda a classe artística, entre as quais Martinho da Vila, Milton Gonçalves, Elke Maravilha, Watusi, Jorge Coutinho, Virgínia Lane, entre outros. Estiveram presentes também diversas personalidades e autoridades civis e militares, oportunidade em que destaco Oscar Niemeyer, o então governador Leonel Brizola e o presidente Itamar Franco.  O sepultamento foi em Uberlândia no dia seguinte. Nas despedidas do mestre da dramaturgia que faleceu em Paris, quando receberia um prêmio pelo conjunto de sua obra. O seu filho Pratinha falou representando os familiares, o ex-ministro das comunicações, ex-senador e ex-correspondente da TV Globo em Nova York Álvaro Costa falou em nome dos artistas, e eu falei em nome do presidente da República Itamar Franco. 


 Doutor José Vicente - Reitor da Universidade Zumbi dos Palmares em São Paulo


Os demais afrodescendentes com os quais me relacionei ao longo da vida e já se foram são os saudosos amigos: 

Professor Abdias do Nascimento, jornalista; advogado  e ex-deputado federal  Carlos Alberto de Oliveira Caó; ex-deputado estadual José Miguel; ativista no Estado de Mato Grosso do Sul Aparício Xavier; a médica carioca Edialeda do Nascimento; o fisioterapeuta e ativista João Bosco; o ex-governador Albuíno Azeredo; o ex-presidenciável Antonio Pedreira; o geógrafo Milton Santos; o ex-deputado federal Adalberto Camargo; o ex-prefeito de São Paulo Celso Pita; a atriz Ruth de Sousa; o ex-senador suplente de FHC, Osvaldo Ribeiro; o ex-prefeito de Uberaba Wagner Nascimento; o ator e cineasta Zózimo Bulbul e o ativista brasiliense Waldimiro de Sousa. Tenho ainda admiração por dezenas de personalidades negras brasileiras, mas cito neste texto algumas que me vêm à memória: tributarista de proa e vereador soteropolitano Edvaldo Brito, o cantor Milton Nascimento, as cineastas Sabrina Fidalgo, Camila  Moraes, Edleuza Penha de Sousa, os intelectuais e autores Kabemgele Munanga, Sueli Carneiro, Elisa Lucinda, Alda do Espírito Santo, a filósofa Djamila Ribeiro, a Chef Suzi Clementino, os empreendedores Tiago Vinicius, Adriana Barbosa, Fernanda Ribeiro, a servidora pública Mônica Valéria, o bem-sucedido empresário Júlio César Chagas Santos, empreendedores da área da beleza como o cantor Netinho, e outros que investem em salões e casas de estéticas afro:

Beleza Afro, Cabelo & Cosméticos; Anita Negro Salão de Beleza; Algodão Negro Cabeleireiro; Beleza Negra Cabelos Afros; Avec, Agente de Serviços em Salões,  Barbearias e SPAs. Todos em São Paulo-SP.

Falamos nesta matéria sobre um pedaço da história  da negritude brasileira, dos africanos e do negro Diáspora para ao final dizer que todos os segmentos citados no país, principalmente os moradores de São Paulo, são convidados para a reabertura do mais sofisticado restaurante africano da América Latina, onde a gastronomia de alta qualidade é feita  com muito carinho pela Chef Internacional Melanito Blyouz, proprietário de Restaurante Blyouz. O evento ocorrerá no dia 26 de fevereiro de 2021 às 19h, quando lançarei o meu livro  VIDAS NEGRAS IMPORTAM: MEMÓRIAS DE UMA FAMÍLIA NEGRA BRASILEIRA. A capa do livro é do artista plástico Siron Franco, o prefácio do poeta Antonio Victor e apresentação do jornalista e ex-presidente da República José Sarney. Trata-se do evento pós vacina: Gastronomia & Literatura da Mãe África.  Local: Rua Fernando de Albuquerque 95, Consolação / Jardins - São Paulo - SP                 Informações: Whatsapp: 61 996624395/ 11 986651166


 O médico e cirurgião plástico, doutor Odo Adão

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

ESCOLHA BEM O SALÃO EM TEMPO DA COVID 19



Enquanto espera sua vez para se vacinar contra a Covid 19 na Paulicéia, o Jornalista Walter Brito corta o cabelo e cuida da pele no sofisticado Salão Mestiço, um dos mais higienizados do país, seguindo rigorosamente os ditames da Organização Mundial da Saúde - OMS,  nos cuidados e prevenção contra a Pandemia da Covid 19, pois a doença continua matando sem dó e sem piedade! Na foto, a barbeira e cabeleireira, mineira de BH, Eunice Floriano, corta os cabelos de WB. Vale lembrar que ela fez as provas do Enem no último domingo. A barbeira e cabeleira sonha alto e quer ser a Odo Adão de saias. Para quem não sabe, Odo Adão é um renomado médico negro oncologista, que ficou famoso como cirurgião plástico. Certa vez, o cirurgião plástico Ivo Pitangui disse no Programa Fantástico da TV Globo, que Adão, ex- faxineiro do Hospital Hélio Angotti,  foi o seu melhor aluno, e que o médico, Doutor Odo, que também foi prefeito de Uberaba,  era um dos melhores do mundo na delicada área da cirurgia plástica. O Mestiço, salão onde trabalha Eunice Floriano, a futura médica, localiza-se na Rua Washington Luiz, 188 - Bairro da Luz - São  Paulo  -  SP.  Atendimento com hora marcada pelo telefone: 1133268668/ cel: 11 933256711

sábado, 5 de dezembro de 2020

Lançamento do Livro Vidas Negras Importam: Memórias de um Família Negra Brasileira na Livraria Cultura em São Paulo

 


O escritor e jornalista Walter Brito não para e, mesmo em plena Pandemia da Covid 19, o jornalista, ativista negro, bacharel em Direito e de olho na RioTur, ele agora movimenta o mundo cultural de São Paulo. Na foto, com a coordenadora de novos lançamentos da Livraria Cultura de São Paulo, Brisa Espinheira. A livraria localiza-se no Conjunto Nacional de São Paulo-Capital. O lançamento da obra de WB, Vidas NEGRAS IMPORTAM: MEMÓRIAS DE UMA FAMÍLIA NEGRA BRASILEIRA, que tem capa de Siron Franco e apresentação do membro da Academia Brasileira de Letras e ex-presidente do Brasil José Sarney, será lançado na livraria Cultura no dia 28 de janeiro de 2021, às 19 horas. Walter promete lançar VIDAS NEGRAS IMPORTAM nos 27 estados da federação ainda no primeiro semestre de 2021.

sábado, 28 de novembro de 2020

CONCLAMAMOS: GOIANOS E BRASILIENSES QUE MORAM NO RIO E A COMUNIDADE NEGRA CARIOCA PARA VOTAREM NO EDUARDO PAES - 25

Paes vai ressuscitar o carnaval no tempo certo e resgatar imediatamente a cultura carioca


Por: Walter Brito

          Depois da globalização, nós brasileiros de todos os cantos precisamos de nos unir para termos a Cidade Maravilhosa preservada, um dos maiores orgulhos de nossos país que se perdeu nas mãos do Crivella, que não soube administrar as igrejas do tio e transformou o Rio numa das metrópoles mais largadas do planeta Terra. O carnaval, a cultura e o samba que representam a alma do povo alegre do Rio, ele os colocou no banco de reserva, enquanto que o futebol carioca ainda não afundou de vez por causa de nossos dirigentes esportivos e as torcidas aguerridas que jogam pesado e diminuem o poder do prefeito mais incompetente de nossa história.  Aquela fala mansa do Crivella não mais convence nem os evangélicos cuja maioria já está com o carioca da gema Eduardo Paes.

Acredito que meu amigo Pelé será reverenciado no Maracanã e em vida pelo prefeito Eduardo Paes


          Sou goiano, nascido em Formosa, onde nasceu minha saudosa mãe Dejanira, porteira de uma escola pública. Meu pai nasceu em Flores de Goiás, onde foi peão de boiadeiro e aos 19 anos mudou-se para Formosa onde tornou-se alfaiate do primeiro time nacional. Foi baseado na história dos dois afrodescendentes, que criaram com dignidade os oito filhos que se tornaram doutores, que escrevi o livro: 

Jornalista Walter Brito ao meio e ao lado da advogada brasiliense Carla Danielli  e demais componentes da mesa no Othon Palace em Copacabana, no dia 6/11/2020


VIDAS NEGRAS IMPORTAM: MEMÓRIAS DE UMA FAMÍLIA NEGRA BRASILEIRA, cuja primeira edição foi lançada em 2006 no Teatro Nacional em Brasília, com a presença de meus sete irmãos e meus pais: Deja e Vespa. 

Meus queridos pais ao lado dos atores da TV Globo: Milton Gonçalves, Jorge Coutinho e Cosme dos Santos  em 2006  no lançamento da primeira edição de minha obra


Juntos na mesa de autoridades com eles: os atores negros Milton Gonçalves, Jorge Coutinho, atual presidente do Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro, e Cosme dos Santos. Na plateia mil pessoas, entre elas a governadora do DF Maria Abadia, o presidente do Supremo Maurício Corrêa, 32 parlamentares, 14 embaixadores, entre outros. No último 6 de novembro homenageei a comunidade negra carioca, quando recebi 100 lideranças negras de 19 bairros do Rio de Janeiro, no Rio Othon Palace Hotel, para juntos dizermos como disse Kamala Harris nos Estados Unidos da América e apeou do poder Donald Trump: "VIDAS NEGRAS IMPORTAM". A capa de nosso livro é do artista Plástico Siron Franco, o prefácio do mais importante poeta do Centro-Oeste brasileiro Antônio Victor e apresentação do ex-presidente Sarney. Morei no Rio de Janeiro dos 20 aos 25 anos e voltei a morar em Copacabana no dia 13 de março, em plena Pandemia da Covid 19, ou seja, 40 anos depois. Neste período morei em Brasília, Salon de Provence na França, Madrid, Coimbra em Portugal, Goiânia, Cristalina e Formosa.


          Ao voltar para Rio, aos 65 anos de idade, percebi que tinha um compromisso de unir as lideranças negras do Rio. No Othon, à mesa de lançamento da segunda edição do meu livro, ao meu lado, o mais importante poeta negro carioca Éle Semog; o primeiro Saci da TV Globo, Romeu Evaristo Cabral e seu irmão, o competente engenheiro civil, Ronaldo Evaristo Cabral; simbolizando os engenheiros negros que tanto ajudaram o Rio, os irmãos  Robouças; o único negro presidente de um partido político, o PBN52, o doutor Ezequiel Guimarães, o assumidamente afrodescendente, brigadeiro Átila Maia, pré-candidato à presidência da República. Átila é filho de negro, o coronel engenheiro Sinval Dantas da Rocha. Átila, um dos maiores conhecedores da segurança pública no Brasil, com relevantes serviços prestados por meio da Força Aérea Brasileira no Rio, em diversos estados da federação e em Washington DC nos EUA. Além de 19 líderes negros de 19 bairros cariocas; a advogada brasiliense Carla Danielli; o escritor e jornalista Luiz Turiba, assessor de imprensa de Gilberto Gil no Ministério  da Cultura.

Além do advogado de proa no Rio de Janeiro, o doutor Nelson de Andrade Mattos, neto do único marechal negro brasileiro, João Baptista de Mattos.

          É com o apoio de todo esse time de negros valorosos que conclamo aos 100 mil eleitores goianos e brasilienses que votam aqui no Rio, como eu, que voto na Barra da Tijuca, para votarem na mudança, para votarem em quem já  fez muito pelo Rio de Janeiro e vai fazer muito mais, o carioca da gema Eduardo  Paes, filiado ao mesmo partido de meu querido amigo e governador de Goiás, doutor Ronaldo Caiado, o DEM, também ao meu lado nesta empreitada.

O meu amigo Caiado é médico e sabe que 80% dos médicos goianos nos últimos 100 anos, se formaram no Rio.  Como forte candidato ao Planalto em 2022 pelo DEM de Paes, certamente ele deverá gravar um vídeo ainda hoje respaldado o meu apoio ao 25 no Rio


          A minha querida mãe Dejanira Carvalho de Brito criou os seus oito filhos com fundamento na premissa de que somente a educação de qualidade muda efetivamente os destinos de um povo. Eduardo Paes, antenado com os ditames da nova ordem mundial e em momento de Pandemia da Covid 19 sabe que  dona Dejanira foi sábia ao priorizar a educação como forma de resistência, e mandou algumas como suas propostas: 

          1)Conect@dos,com a viabilização da internet móvel para facilitar o ensino remoto. 

          2)Ensino 2 em 1 para recuperar o tempo perdido dos alunos na pandemia da Covid 19. 

          Cabeção este Paes, hem? Coisas boas assim só  poderiam aflorar de sua sensibilidade e amor pelo Rio. Tem mais na seara da  educação:  

          3) 30 mil novas vagas em creches 

          4) Revitalização da Escola de Formação do Professor Carioca e colocação de mais 3 mil professores na  Escola até 2022.

           Certamente o Bispo Crivella, com todo o respeito, não  é  do ramo! E mais, na área de nossa querida Rio Tur e outras; Formação e capacitação de 100 mil profissionais até  o fim de seu mandato, incluindo jovens e idosos, por meio de programas promovidos pela prefeitura em parceria com instituições públicas e privadas, focadas no setor do Turismo de forma especial, tecnologia, saúde audiovisual e construção civil.

 A saudosa Prêmio Nobel da Paz, minha amiga Wangari Muta Mattai adorava o Rio administrado por Paes


          Quando concluía o texto em pauta e na expectativa de encontrar um belo fechamento fundamentado no tema que o maior desportista da atualidade, Lewis Hamilton, aquele que a cada vitória na fórmula 1 se curva e faz o gesto de VIDAS NEGRAS IMPORTAM, lembrei-me também de Maradona, que dizia ter conexão direta com o Barba.      

Estou torcendo pela recuperação da saúde de meu amigo Neguinho  da Beija- Flor

   

 Acredito que tenho conexão direta com os pensamentos de minha saudosa mãe Dejanira e de vez em quando chega até a mim e na hora certa, a luz de Deus. Ao concluir meu texto eis que recebo o telefonema do ex-juiz que criou a ficha limpa e sem dúvidas o mais importante advogado negro e a favor do negro da nação brasileira, doutor Márlon Reis. 

eu e Márlon Reis lutamos juntos por um Brasil melhor, antes de criar a Ficha Limpa


Advogado de João Alberto Freitas, o negro assassinado covardemente pelos seguranças do Carrefour, também defendido mundialmente pelo próprio Luiz Hamilton. Márlon entrou com uma ação de 100 milhões de reais contra o Carrefour a favor da sociedade civil e da família de João Alberto.  Ele avisa aos leitores desta matéria que também está comigo nesta Vibe. 

"Jorge Coutinho e Gil se confundem com a cultura do Rio" WB

          "Vamos eleger Eduardo Paes - 25 no Rio de Janeiro. Paes, como nós, é um defensor do VIDAS NEGRAS IMPORTAM!", concluiu o ex-juiz e criador da Ficha Limpa!

WB entre o doutor Nelson Andrade Mattos, neto do Marechal João Baptista de Mattos, único negro que chegou ao posto no Brasil e a advogada Eluisa Souza

WB, Ezequiel Guimarães, presidente do PBN52 e o presidenciável e Brigadeiro Átila Maia

O poeta Éle Semog e Walter Brito

O engenheiro Ronaldo Evaristo Cabral, Romeu Evaristo Cabral, primeiro Saci da TV Globo e WB

Walter Brito e a advogada brasiliense Carla Danielli

O publicitário Cacá Soares, WB e Eluisa Souza

Luis Turiba e a namorada e o autor Walter Brito

WB, Lewis Hamilton e o saudoso Chadwick Boseman, astro de Pantera Negra