terça-feira, 10 de dezembro de 2019

BRIGADEIRO ÁTILA MAIA SE APRESENTA COMO SUCESSOR DE BOLSONARO EM 2022!


Por: Walter Brito

Eleição presidencial é coisa séria e assunto para profissionais do ramo. Por isso, a família Bolsonaro está colocando as barbas de molho com o badalado evento que movimentará Brasília na quinta-feira, 12/12/2019, às 10 horas da manhã, no Auditório Tom Jobim, na sede da Legião da Boa Vontade – LBV, ao lado do Campo da Esperança, onde repousa o eterno presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira.
Analistas de proa de nosso país são categóricos em afirmar que, com a saída de Lula do cárcere, o cenário político rumo à eleição presidencial de 2022 mudou da água para o vinho. Os pretensos pré-candidatos de centro, tais como João Dória (PSDB), Wilson Witzel (PSC), Luciano Huck (sem partido), Henrique Meirelles (PMDB), certamente estão murchando do dia para a noite e devem chegar ao pleito de 2022 como chegou o Senhor Diretas, o doutor Ulysses Guimarães, que ficou em sétimo lugar com 4,73% dos votos válidos, na eleição presidencial de 1989.
Lula e Bolsonaro seguirão empatados até 2022
Com a polarização entre Lula e Bolsonaro, com uma média de 30% para cada um, o Brasil espera por um terceiro candidato. Nesse sentido, o povo brasileiro, independentemente de ideologia, nos próximos anos, tende a acreditar em um nome surgido das Forças Armadas, pois é o que mostram as pesquisas qualitativas de todos os institutos, inclusive pesquisa feita em novembro em todas as regiões do país, pelo Instituto Phoenix/Cristal Pesquisas.
Como se vê, a pré-candidatura do brigadeiro Átila Maia é pra valer e não tem retorno. É importante lembrar que Brasília é o maior laboratório de pesquisas do país, onde vivem pessoas dos 27 estados. Por isso, pesquisa feita na capital federal tende a confirmar o resultado da nacional. Foi assim quando Lula e Dilma se elegeram, bem como a tendência do sucesso obtido na eleição de 2018 por Bolsonaro, prevista com bastante antecedência pelos institutos com maior credibilidade.
Ressaltamos, ainda, que o brigadeiro Átila Maia foi candidato em 2018 para o Senado no DF, quando obteve quase 136 mil votos, e gastou apenas três mil e quinhentos reais, ou seja, foi a eleição mais barata do país, ainda assim, teve mais votos que 80% do Congresso Nacional.
Acrescentamos que o presidenciável Átila Maia superou em votos a candidata ao governo pelo PROS, Eliana Pedrosa, que liderou por um bom período a corrida ao Palácio do Buriti e, ao final, ficou com apenas 105 mil votos. O general Paulo Chagas, candidato ao GDF pelo PRP, recebeu cerca de 110 mil votos dos brasilienses. Os 5% obtidos pelo brigadeiro Átila Maia ocorreram em todas as regiões, ou seja, o mesmo percentual!
Com uma trajetória brilhante nas Forças Armadas, o brigadeiro conhece também o outro lado da caserna, pois já foi o segundo  homem do Ministério da Pesca, na época do então ministro Crivella, e durante 25 anos foi representante das Forças Armadas no Congresso Nacional, além de ter sido um dos responsáveis pelo sucesso nas urnas do saudoso doutor Enéas, num tempo em que ainda não existiam as redes sociais.
A fala do brigadeiro Átila Maia, no momento do lançamento de sua pré-candidatura, cujo projeto se chama Decola Brasil, se dará de forma equilibrada, sem brigas, sem ódio e sem ataques pessoais. Claro, ele falará sobre a sua visão de Brasil, diferente da visão de seu amigo pessoal e companheiro das Forças Armadas, Jair Messias Bolsonaro. Em um dos trechos de seu discurso, ele adiantou para a reportagem que dirá: “Como militar, eu estou preparado para combater e morrer, mas eu não me sinto tranquilo para matar alguém, por qualquer razão. Sou contra qualquer tipo de morte, inclusive natural, se pudesse a evitaria”.
Brigadeiro Átila critica a Reforma da Previdência

E mais, o brigadeiro criticará com veemência o processo de financiamento das campanhas eleitorais e a reforma da Previdência que, de acordo com o que foi aprovado, os futuros aposentados não terão sequer dinheiro para comprar alimentos e remédios, o que ele chama de aposentadoria de miséria. O pré-candidato disse para a reportagem que viajará o país inteiro, por três vezes, nos próximos três anos, quando fará reuniões com autoridades dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário, além de reuniões com todos os segmentos da sociedade, para que possa complementar de forma consistente e moderna o seu plano de governo.
       Átila Maia adiantou, ainda, que a causa da mulher é a causa de todos os brasileiros de bem, por isso ele terá como sua vice uma mulher, apontada pelo povo, como símbolo de lutas, conquistas e vitórias da mulher brasileira!
      Sabemos que muitas candidaturas que começaram solitárias, como a de Fernando Collor em 1989, de Barack Obama, nos Estados Unidos da América em 2008, e ainda a de Jair Bolsonaro, em 2018, surpreenderam o Brasil e o mundo. No caso do brigadeiro Maia, o apoio que ele terá da caserna, especialmente dos generais, almirantes e brigadeiros, e ainda de todos os graduados das Forças Armadas, segmento que ele sempre defendeu de forma veemente, evidentemente que fará a diferença.
Ninguém acreditava na vitória de:  Fernando Collor, Barack Obama e Jair Bolsonaro!

O brigadeiro Átila Maia é, sem dúvidas, um dos militares mais preparados para gerir um país com as dificuldades pelas quais passa a nação brasileira. Obviamente que com esse perfil do brigadeiro presidenciável, a tendência é ele cair na graça do povo. A sua simplicidade, por exemplo, é uma marca forte.
Ao pleitear o cargo mais alto da oitava economia do mundo, a maneira simples, objetiva e carismática poderá calar fundo no coração do povo, que busca na simplicidade uma boa conexão: povo e poder!
Consultados pela reportagem, seus pares na Força Aérea disseram que o brigadeiro Átila sempre primou pela simplicidade, mas defendendo causas concretas e de forma objetiva. Acrescentaram, inclusive, que foi dessa forma que se deu a sua disputa bem-sucedida para a senatoria no DF, quando gastou míseros três mil e quinhentos reais e obteve 136 mil votos dos brasilienses de todos os cantos. É isso que o povo quer: gasto baixo e projeto forte! Boa sorte, brigadeiro Átila Maia!


quarta-feira, 27 de novembro de 2019

O ATOR JORGE COUTINHO TEM PERFIL PARA DISPUTAR O SEGUNDO TURNO COM CRIVELLA NO RIO DE JANEIRO!

O representante da cultura, Jorge Coutinho, poderá enfrentar Crivella no segundo turno


Por: Walter Brito

O Rio de Janeiro, conhecido no planeta Terra como Capital Maravilhosa, tem determinadas características que desafiam a imaginação humana, começando por suas belezas naturais e a alegria do carioca, que é inimitável, embora viva sob a mira das balas de 38 e fuzil por todos os lados. Ainda assim, a cidade é vanguardista em todos os sentidos e seus habitantes se orgulham de ter São Sebastião como padroeiro.
Berço da cultura nacional, onde o samba é palavra de ordem e, junto com carnaval e o futebol, formam um trio que fazem daquele pedaço do Brasil uma das cidades mais agradáveis do mundo.
Ao que tudo indica, o carioca da gema Jorge Coutinho, 86 anos bem vividos, poderá disputar o segundo turno das eleições no Rio em 2020. De acordo com a última pesquisa qualitativa feita  pelo Instituto PHOENIX/CRISTAL PESQUISAS em pontos estratégicos da Cidade Maravilhosa, nos dias 12, 13 e 14 de novembro, o povo carioca está cansado de votar em político profissional e o perfil de Jorge Coutinho é o que se encaixa para desbancar o prefeito Marcelo Crivella (PRB), que tem a máquina administrativa nas mãos e tende a crescer no decorrer da campanha.
Segundo a pesquisa do referido instituto, a trajetória impecável e a vida limpa de um homem que chega aos 86 de idade e 61 anos de carreira profissional ininterrupta, será o carro-chefe que alavancará a candidatura do colega de muitas lutas dos atores Milton Gonçalves e a saudosa Ruth de Sousa, entre tantos outros.
Outro dado encontrado na pesquisa qualitativa do instituto, trata da relação forte que o ator tem com o mundo cultural, demonstrado inclusive nas quatro disputas vencidas por ele no Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro - SATED, principalmente a última, em que derrotou nomes de peso no mundo da dramaturgia do Rio, quando obteve 65% dos votos contra 35% de seus poderosos e respeitados adversários.

Os cantores Tunico da Vila e Xandy de Pilares apoiam a pré-candidatura de Coutinho para prefeito do Rio



Além disso, o mundo do samba já abraça a pré-candidatura do ator com muita força, o que certamente ficará visível a partir do momento em que os ensaios das escolas de samba tiverem mais acelerados, o que sempre ocorre tradicionalmente no mês de dezembro.
Outra questão que foi discutida na pesquisa qualitativa do Instituto Phoenix/Cristal Pesquisas, refere-se aos 86 anos de Jorge Coutinho. De acordo com a empresa de pesquisas, o quesito não é impedimento para os cariocas votarem no ativista cultural, especialmente pelo fato de ele estar em plena forma física, psicológica e muito ativo no comando do SATED, que tem como secretário-geral o ator Milton Gonçalves, também com 86 anos e em plena atividade.
Além disso, diversas lideranças políticas do Rio militaram e militam na política até a idade aproximada do prefeiturável Jorge Coutinho. É o caso por exemplo, do saudoso senador Nelson Carneiro (PP), que teve mandato eletivo até os 84 anos; Leonel Brizola (PDT) que faleceu aos 82 anos sonhando com novo mandato; Francisco Dorneles (PP) que deixou a Prefeitura do Rio no ano passado.  Hoje, ele tem 82 e se encontra em plena atividade política.
Lembre-se, ainda, que o atual senador Arolde de Oliveira (PSD) se encontra em atividade plena no Congresso e é também, como Coutinho, pré-candidato a prefeito do Rio. Nessa lista, contabiliza-se também o arquiteto Oscar Niemayer, que nunca teve mandato, mas era um ativista político de esquerda, filiado ao Partido Comunista Brasileiro (PCB). O gênio Niemayer trabalhou em sua profissão até os 102 anos. Esses dados são de argumentos colhidos na referida pesquisa. Jorge Coutinho nos concedeu entrevista exclusiva, publicada nesta matéria.

ACERTOS RECENTES DO PHOENIX/CRISTAL PESQUISAS



É importante ressaltar que o instituto Phoenix/Cristal Pesquisas acertou os números dos principais candidatos eleitos em Brasília em 2018, inclusive com o requinte de perceber-lhes a ascensão desde meados de 2017. Um exemplo clássico foi o governador Ibaneis Rocha (MDB), quando ele nem sequer tinha filiação partidária e seu título eleitoral se encontrava no Piauí.
Outro caso importante, que todos que acompanharam a eleição de Brasília conhecem, foi o descobrimento pelo referido instituto do potencial da senadora Leila do Vôlei (PSB), quando foi publicada a matéria na revista O Parlamento e no jornal Diário da Manhã (capa): “LEILA DO VÔLEI SERÁ O REGUFFE DE SAIAS NAS ELEIÇÕES DE BRASÍLIA”.
Neste sentido, sabemos que, hoje, muitos batem no peito e se dizem mentores do sucesso obtido pela Campeã Olímpica que orgulhou o Brasil no exterior. Mas ela mesma, com seu grande caráter, ainda hoje é agradecida ao seu verdadeiro mentor, a quem ela chama carinhosamente de Mãe Dináh de seu projeto político.
A vitória do senador Izalci Lucas, no DF, (PSDB) teve seu dia D quando o referido instituto descobriu que o melhor candidato ao Senado, para o ex-governador José Roberto Arruda apoiar, seria Izalci Lucas. Com o resultado da pesquisa nas mãos do tucano, ocorreu o casamento entre os dois líderes que andavam distantes.
Outro bom caráter, que reconhece o trabalho do Instituto Phoenix/Cristal Pesquisas, é o Brigadeiro Átila Maia (PTB), dono do voto mais barato do Brasil nas eleições de 2018 e pré-candidato ao Palácio do Planalto em 2022. Embora não tenha alcançado a vitória, o Brigadeiro Átila, obteve 136 mil votos para o Senado em 2018, quando gastou apenas 3 mil reais.
Só o Instituto Phoenix/Cristal Pesquisas percebeu que Maia teria mais votos que Eliana Pedrosa (PROS), líder por um bom período da corrida para o governo do DF, que obteve, ao final, 105 mil votos!
Outro acerto da empresa em Brasília foi quando, com antecedência de um ano e meio da eleição, autorizou publicação de uma matéria em que a mulher seria a protagonista das eleições no DF e que conquistaria uma vaga para o Senado e cinco vagas na Câmara Federal, o que de fato aconteceu.
Vale relembrar, ainda, as disputadas eleições para Comodoro do Iate Clube no DF em 2017, considerado o melhor clube do país, quando o instituto publicou, com antecedência, que o advogado aposentado da União, Rudi Finger, se elegeria com 15 votos à frente do seu principal concorrente.
Rudi venceu com 13 votos a mais que o concorrente indicado pelo cientista do referido instituto. Como se vê, o mundo evoluiu e com ele a tecnologia e o profissionalismo, bem como a inteligência no processo eleitoral, que certamente dita as regras do xadrez político em qualquer lugar do mundo.

ENTREVISTA COM O ATOR JORGE COUTINO, PRÉ – CANDIDATO A PREFEITO DO RIO DE JANEIRO.

Jorge Coutinho, entre os filhos Tauan e Tiago
Questionado pela reportagem sobre sua entrevista ao Programa do Garcia, na Rádio Tupi do Rio de Janeiro, quando o radialista perguntou qual a razão de ele ter se desfiliado recentemente do MDB, Jorge argumentou: “Eu e Milton Gonçalves fomos fundadores do MDB, junto com o saudoso Ulysses Guimarães. Contudo, o partido se perdeu, e parte de nossos membros está comprometida com a corrupção, enquanto outros estão na cadeia. Não somos obrigados a compactuar com tantos erros que desmerecem a história de quem tem história! Certamente, o nosso saudoso Ulysses não estaria satisfeito com os rumos que a legenda criada por ele tomou e se encontra em situação tão triste e decadente”, disse.
Jorge conta com o apoio de Milton Gonçalves, em sua pré-candidatura para prefeito do Rio




Sobre sua pré-candidatura, Jorge afirmou: “Eu não tenho idade para ser mais vaidoso e só faço o que vejo que tenho possibilidades de fazer bem feito. Fico feliz ao saber, por meio de pesquisas qualitativas, que o meu perfil é bem avaliado pela população do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, estou muito alegre em poder passar para os mais novos uma mensagem de quem tem experiência.
Trata-se de um projeto de resgate do Rio de Janeiro, quando o nosso povo, que sonha tanto, possa na realidade ter saude pública, segurança e educação de qualidade. E mais, que a nossa cultura tenha o apoio merecido para não desaparecer, pois a cultura é uma referência fundamental de um povo. O Rio de Janeiro é o berço da cultura em nosso país, e a cultura está sendo maltratada pelos nossos governantes, o que é um absurdo!”, criticou o ator.
Perguntamos a Jorge a qual partido ele deverá se filiar para pleitear o Palácio da Cidade no Rio. Ele deu uma risada, tomou um gole de água, afinou a garganta e explicou: “Eu não sabia que tinha tanta credibilidade referente a uma disputa tão importante e de tanta responsabilidade, como é o meu pleito, ou seja, disputar o comando da prefeitura do Rio em 2020.
Diversos partidos estão me procurando para que eu saia candidato a prefeito. Estou conversando com conhecedores do assunto para definir o melhor caminho. Outro dia eu conversava com um amigo, acionista da Gol (linhas aéreas inteligentes), quando ele disse: “Conheço as mais importantes cidades do mundo e nenhuma é tão bela e agradável como é o Rio.
Uma cidade como a nossa tem que ser administrada por um carioca da gema, que tenha projetos para o nosso desenvolvimento pleno. Me sinto preparado e, após a convenção do partido que eu escolher, vou percorrer todas as regiões do Rio para ouvir o povo e complementar o projeto que vai mudar para melhor a Capital Maravilhosa”, respondeu de forma professoral Jorge Coutinho.
Pedimos ao ator Jorge Coutinho para falar um pouco sobre os seus dois filhos. Ele não tergiversou e foi direto ao assuntou. “Entendo que a família continua, de fato, sendo a principal referência da humanidade. Eu sou um homem feliz por saber que os meus dois filhos, que foram criados à moda antiga, só me dão alegria. O Tauan Galvão Coutinho é engenheiro eletrônico e fala três idiomas. O Tiago Leal Sousa Coutinho, também fala três idiomas e é doutor em Administração de Empresas pela Universidade de Manchester na Inglaterra. Portanto, eu posso dizer que Deus tem sido muito generoso comigo, e aproveito a oportunidade para dizer aos cariocas de todos os rincões que no tempo certo estarei nas ruas para juntos trabalharmos pelo engrandecimento da cidade abençoada por Deus”, concluiu Jorge Coutinho.
Como observamos, a cidade do Rio de Janeiro, faltando onze meses para a eleição municipal, tem cerca de 30 pré-candidatos, e a maioria já tem partido. Entretanto, os que ainda não se filiaram têm até o mês de abril para fazê-lo.
Sabemos que ninguém tem bola de cristal para sair dando os chutes de GABGOL para a imprensa, pois eleição é coisa séria e a orientação científica, feita por institutos com credibilidade, são fundamentais para o eleitor não ser enganado. Esperamos que vença o candidato que tiver o melhor projeto e que os institutos de pesquisa política saibam que suas informações corretas contribuem efetivamente com a democracia. 




quarta-feira, 20 de novembro de 2019

O ÚLTIMO DEBATE: O MARCO DE TRÊS DÉCADAS!

O debate entre Lula e Collor, em 14 de dezembro de 1989


Por: Walter Brito

Três décadas serão completadas no próximo dia 14 de dezembro, data em que um pool de empresas de televisão foi formado pelas TVs Manchete, SBT, Bandeirante e Globo, quando foi transmitido para todo o Brasil o debate entre Lula e Collor, que, sem dúvidas, entra para a história como o marco da redemocratização, ocasião em que fez também 30 anos da primeira eleição após a ditadura militar que dominou o país por 21 anos. O Brasil vivia um momento de incertezas e tensão na maioria de nossos municípios e em todas as regiões. O grande transtorno era a inflação alta, dos Planos Cruzados 1 e 2, sob o comando do então presidente Sarney, que não conseguia controlar nem a inflação e muito menos o desespero do povo! Por meio do Programa Pão e Leite, Sarney procurava acalmar os mais necessitados, mas o inconformismo, sob a regência da classe média e boa parte de nossos intelectuais, se tornava cada vez mais difícil de ser contido. O povo exigia mudanças profundas e imediatas.
Vale lembrar que a classe média, que sempre carregou o país nas costas, se dividiu majoritariamente no primeiro turno daquela eleição de 1989, entre Brizola, Mário Covas, Ulysses Guimarães e Roberto Freire. Em contrapartida, o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, conseguiu dividir os mais necessitados, principalmente no Nordeste, com Fernando Collor, o azarão que superou todos os candidatos de centro e de direita, embora pouco conhecido nacionalmente, tal qual o seu partido, o PRN.  Além de tudo isso, Collor era candidato pelo minúsculo Estado de Alagoas, sem expressão eleitoral no país. O jovem presidenciável, com todo o gás e inspirado no bordão Caça aos Marajás, tinha deixado o governo de Alagoas aos 39 anos para disputar a Presidência da República.
O Velho Caudilho, Leonel de Moura Brizola, foi derrotado pela TV dos Marinho

Por outro lado, o ex-governador do Rio Grande do Sul, depois de 15 anos de exílio, conseguira derrotar a TV Globo e a direita no Rio de Janeiro em 1982, quando se elegeu governador também daquele estado. Entretanto, no plano nacional, as máculas pregadas pela rede de comunicação dos Marinho contra o engenheiro gaúcho foram mais fortes, e Brizola teve dificuldades de superar Lula no primeiro turno da eleição presidencial de 1989, oportunidade em que este obteve 0,5% a mais que o candidato que prometia fechar a Rede Globo. Por isso, o termo pejorativo Velho Caudilho, dado pelas elites com o aval da família Marinho  e outros que insinuavam que Brizola era um líder perigoso e desagregador, obviamente colaborou com a derrocada do líder e criador do PDT. Desta forma, consolidou-se a ascensão do novo líder que surgia nos fundos das fábricas do ABC paulista, Luiz Inácio Lula da Silva, o líder sindical que protagonizaria ao lado de Fernando Collor o mais importante debate político nos últimos 30 anos da história do Brasil.
Como sabemos, o poder não se entrega. Neste sentido, o poder é disputado com todas as forças no mundo democrático. No passado tínhamos uma concepção antiga cuja máxima era: “O poder não se entrega, ele é tomado pelo lado mais forte”, o que certamente equivalia a um vale-tudo!  Evidentemente que em 1989, a nossa realidade era bem diferente da de hoje, quando as redes sociais são as grandes vedetes da comunicação e contribuem efetivamente para a decisão a favor de um lado ou outro.
 O último debate a que nos referimos foi realizado no dia 14 de dezembro de 1989, entre Fernando Collor (PRN) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e durou três horas. O famoso debate mostrou um Collor mais preparado para governar o Brasil e consequentemente conquistar o voto da maioria do povo brasileiro. Collor estava tranquilo e respondia às perguntas de seu adversário e dos jornalistas com sabedoria, serenidade e rapidez. Por outro lado, Lula se mostrava nervoso, ansioso e teve dificuldades de responder no tempo certo o que sabia e o que pretendia fazer por um Brasil melhor, em um momento decisivo em que o país estava por inteiro com o olho na televisão.
A vitória de Collor no debate, certamente ajudou os indecisisos  decidir pelo ex-governador de Alagoas

 O debate transmitido pelas quatro principais redes de televisão, à época, aumentava a responsabilidade de cada debatedor. Provocado por Collor, Lula se descontrolou e não rendeu o suficiente para superar o alagoano, que foi prefeito de Maceió aos 29 anos, deputado federal aos 32 anos, governador de Alagoas aos 38 anos e no dia do referido debate, contava com apenas 40 anos de idade. Embora Lula tivesse a facilidade de falar para as massas como líder sindical e de ter passado pela Câmara Federal, ele ainda não tinha as malícias exigidas naquele dia histórico. Fernando Collor foi de fato o melhor debatedor, posição aliás admitida, após a eleição, por José Genuíno, ex-deputado federal, ex-presidente do PT e um dos maiores amigos do candidato derrotado Lula.

DOIS ANOS E MEIO DO GOVERNO FERNANDO COLLOR.
Mandela sai do Cárcere na África do Sul e é recebido por Collor no Palácio do Planalto

Observadores atentos no Brasil e do exterior hoje estão convictos de que o governo Collor, durante os dois anos e meio de administração, foi injustiçado ao ser apeado do poder sem nenhum ato de corrupção provado, quando o ex-presidente foi absolvido em todos os processos contra ele no exercício do cargo. Um Fiat Elba, comprado por PC Farias com dinheiro de sobra de campanha, foi o objeto que teve participação decisiva no processo de impeachment do então presidente da República, Fernando Collor, no ano de 1992.
Muitos são categóricos em admitir, como fez o Banco Mundial, por meio de relatório em 2018, que entre diversos avanços no governo Collor, a instituição mostrou de forma clara que a população menos favorecida foi efetivamente mais beneficiada no governo Collor do que os ricos.
Entrevistado pela reportagem sobre as ações implementadas em seu governo, Fernando Collor disse o seguinte: “A abertura de mercado feita em meu governo permitiu aos brasileiros de todos os rincões transitarem em automóveis de alta qualidade, quando comparados com os automóveis usados nas ruas e estradas de nosso país, antes de 1990”. Segundo o ex-presidente, os automóveis, antes de seu governo, eram verdadeiras carroças e ficaram como lembrança de um passado triste para toda a população com mais de 40 anos hoje, que viu e conviveu com aquela realidade!
Ele afirmou ainda: “Quem não se lembra dos computadores arcaicos da década de 80? – E mais, a partir de nosso governo, notadamente passamos para um período no qual os nossos computadores e celulares eram de padrão internacional, quando inserimos o nosso país no mundo da tecnologia de ponta. A alta tecnologia que usufruímos hoje, certamente é fruto de nosso trabalho árduo nos dois anos e meio em que permanecemos na Presidência da República”, disse o ex-presidente.
O presidente Fernando Collor recebe o Papa João Paulo ll no Palácio do Planalto

Referente ao confisco da poupança, o ex-presidente não se conforma com o termo e diz de forma veemente: “Não houve confisco e nem sequestro do dinheiro do povo brasileiro. O propósito foi diminuir a liquidez financeira naquele momento de instabilidade. Prova disso, no governo de meu sucessor Itamar Franco, o Plano Real foi implantado e, caso não tivéssemos tido a coragem de tomar aquela medida, obviamente o Plano Real não teria sido implementado com todo sucesso. Lembro ainda que todos os brasileiros tiveram seus valores devolvidos em doze parcelas. Além disso, a correção monetária foi feita em melhores condições que as oferecidas pelo sistema financeiro à época. Ressaltamos, ainda, que a medida atingiu 10% das contas do nosso povo. Todos receberam o dinheiro de volta conforme prometido, quando tomamos aquela medida necessária no momento de grande crise”, concluiu o ex-presidente e senador pelo PROS de Alagoas, Fernando Collor de Mello.

COLLOR E CAIADO: OS ÚNICOS DE 89 COM MANDATO!
Collor no Senado e Caiado no Governo de Goiás

Embora Luiz Inácio Lula da Silva, derrotado por Fernando Collor na eleição de 1989, já esteja solto nas ruas do Brasil, depois de 580 dias no cárcere em Curitiba, sob a acusação de corrupção e lavagem de dinheiro; o ex-presidente e comandante maior do Partido dos Trabalhadores é, sem dúvidas, um dos maiores líderes políticos da América Latina, contudo sem mandato eletivo.
Daqueles que disputaram a Presidência da República em 1989, cujo total foi  de 23 candidatos, os únicos que  continuam com mandato são Fernando Collor (PROS) e Ronaldo Caiado (DEM). Fernando Collor de Mello está no exercício pleno do segundo mandato como senador, foi presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado e também da Comissão de Relações Exteriores. Tem mandato até 2022. Já Ronaldo Caiado é o atual governador do Estado de Goiás.

COLLOR E SUA INSERÇÃO NO CENÁRIO POLÍTICO ATUAL
A liturgia no exercício da Presidência da República

O ex-presidente Collor, ele e o seu antecessor José Sarney, sempre foram preocupados com a liturgia no exercício de suas atividades na Presidência da República. Procuraram seguir a máxima que diz: ‘A Presidência da República não é um cargo, é uma instituição’. Como a Presidência no Brasil reúne a Chefia de Estado e a Chefia de Governo, os dois ex-presidentes foram fiéis aos detalhes da referida liturgia, desde o uso de ternos bem talhados sob medida, à preocupação com o protocolo nos palácios do Brasil e do mundo, e também com as palavras ditas, pois a cadeira da Presidência é maior que o presidente e ninguém modifica. Neste sentido, as palavras deselegantes ditas por Bolsonaro ao presidente da França, Emmanuel Macron e determinadas postagens publicadas pelo twitter do presidente desagradaram a gregos e troianos, inclusive a muitos dos seus declarados eleitores.
Desta forma, temos lido, ouvido e visto na mídia matérias em que ex-presidente Collor discorda de certas ações do presidente Bolsonaro, mas o faz, com muita sabedoria e elegância. A preocupação do ex-presidente é certamente a preocupação da maioria da população, independentemente de ter votado ou não em Jair Messias Bolsonaro, pois ele é hoje o presidente dos 210 milhões de brasileiros.

O FILHO 03 DE BOLSONARO
O zero três em ação!

Entre as diversas entrevistas de Collor à imprensa, ele comentou a afirmativa do deputado mais votado do Brasil, Eduardo Bolsonaro (PSL), referente a um novo AI 5. Disse Collor: “É absolutamente inadmissível. São declarações vindas do núcleo duro do presidente, com assentimento dele”, arrematou. Ainda sobre o filho do presidente, quando Eduardo falou sobre a possibilidade de fechar o Supremo, com um cabo e um soldado, Collor se posicionou: “Onde é que estamos? Ele não podia falar nada parecido!

SEMELHANÇAS ENTRE OS ERROS DO EX E DO ATUAL PRESIDENTE!

Recentemente o senador alagoano disse em entrevista à coluna de Bernardo Mello Franco, publicada no jornal O Globo, que Bolsonaro está cometendo os mesmos erros que o levaram ao impeachment. Disse o ex-presidente: “Continuando do jeito que está, eu não vejo como este governo possa dar certo. Trata-se de erros primários. Vejo semelhanças entre o tratamento que eu concedi ao PRN e o que ele está conferindo ao PSL. Em outubro de 1990, nós elegemos 41 deputados. O pessoal queria espaço no governo, o que é natural. Num almoço com a bancada, eu disse: ‘Vocês não precisam de ministério nenhum. Já têm o presidente da República’. Erro crasso! Estou dizendo porque já passei por isso. Estou revendo um filme que a gente já viu. Vai ser um desassossego para ele”. Neste sentido, Collor diz que o impeachment do Bolsonaro é uma das possibilidades. O ex-presidente acrescentou: “Bolsonaro não vem se preocupando com a divisão da sociedade brasileira, que se aprofunda. Com a soltura do Lula, a tendência é que essa divisão se abra mais”, argumentou Collor.
Coincidência ou não, os protagonistas do último debate, um está nas ruas com o povo e outro, no Congresso Nacional. As palavras ditas naquela noite do dia 14 de dezembro de 1989 têm reflexos no Brasil de hoje, dividido entre os seguidores de Lula e os apoiadores fiéis de Bolsonaro.
No último domingo, os principais cenários da divisão em pauta foram à Avenida Paulista, ocupada pelos defensores incontestes do governo Jair Bolsonaro e, uma boa parte, contra o Supremo, enquanto que artistas de diversas tendências reforçavam o Festival Lula Livre, no Recife em Pernambuco, cujo palco foi balançado pelo grito de liberdade do líder Luiz Inácio Lula da Silva, que prometeu boas novas nas eleições de 2020 e 2022.
Lula comemora sua liberdade e o mês da Consciência Negra, no palco e diante da multidão em Recife

Alguns analistas de proa da política nacional, inclusive bolsonaristas, são categóricos em afirmar que Lula solto impede a ascensão  de quaisquer candidaturas  de centro em 2022, tais como as dos governadores de São Paulo e Rio, respectivamente João Doria (PSDB) e Wilson Witzel (PSC); Luciano Huck (sem partido), mas namorando o Cidadania de Roberto Freire; Tiririca (PL) e Henrique Meirelles (MDB). Com isso, a disputa ficará até as vésperas do pleito de 2022 polarizada entre Lula e Bolsonaro. Que o melhor debatedor convença o povo brasileiro pelo melhor caminho em 2022!

terça-feira, 29 de outubro de 2019

CANDIDATURA DE JORGE COUTINHO NO RIO HOMENAGEIA ULYSSES GUIMARÃES!

 O símbolo da resistência negra e da cultura nacional, Jorge Coutinho e o Rei Pelé, aniversariaram no último 23 de outubro
POR: WALTER BRITO
No último 23 de outubro, duas personalidades brasileiras completaram mais um ano de vida: Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, conhecido no planeta Terra como o Rei do futebol, que chegou aos 79 anos, comemorados em Santos-SP, ao lado da esposa Márcia Aiok e familiares. O outro, a mistura da resistência negra com o simbolismo da cultura nacional e o ativismo político, o ator Jorge Coutinho, que comemorou o seu natalício número 86, ao lado de seus colegas atores no Teatro Cacilda Becker,  por meio também de telefonemas dos amigos dos velhos e novos tempos, como o ator Milton Gonçalves e outros; além dos abraços de alguns componentes do Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro - Sated, onde Coutinho é presidente pelo quarto mandato consecutivo, e Milton Gonçalves, o secretário-geral. A última eleição do Sated foi travada por Coutinho e diversos colegas famosos e também colegas dos bastidores, que formaram a verdadeira unidade na diversidade, quando venceram seus opositores, num um momento em que Deus foi generoso com o carioca da gema, pois o placar foi 65% contra 35%.
Jorge Coutinho e a atriz Djenane Machado foram protagonistas do primeiro beijo na boca de um negro em uma mulher braca na TV em 1968
Jorge Coutinho é dono de uma história permeada por muitas lutas, conquistas, vitórias e, com muita dignidade! Tudo começou pra valer no Copacabana Palace, quando o adolescente de São Cristovam e Cordovil, que estudou com luz de lamparina, trabalhou em sua adolescência como bombeiro hidráulico no famoso hotel construído pela família Guinle. O Copa, que hospedou ao longo dos anos as maiores personalidades do meio artístico, empresarial e político do mundo, inspirou o filho da vassourense, Dona Mercedes Antônio Coutinho. Impressionado com o mundo das artes, que passava obrigatoriamente pela sua casa de trabalho, Coutinho sempre pensou grande e por isso escolheu para sua formação profissional, como ator, a melhor escola de teatro de sua época, o curso Tablado, sob o comando de Maria Clara Machado.
A saudosa atriz Ruth de Souza e Jorge Coutinho nos velhos tempos
 Coutinho ganhou o mundo por meio do teatro, cinema e televisão, quando se fez presente na criação do Cinema Novo e Grupo e Teatro Opinião, oportunidade em que percorreu o Brasil pregando a reforma agrária, com o Centro Popular de Cultura – CPC,  da União Nacional dos Estudantes - UNE . Exilado na Argentina nos anos de chumbo, Coutinho voltou ao Brasil para continuar sua história contra o racismo, a favor da igualdade e da integração do negro no processo de desenvolvimento do país, quando escandalizou o tradicionalismo cultural e preconceituoso, ao protagonizar o primeiro beijo de um negro na boca de uma branca, na novela “Passos dos Ventos” da autora Janete Clair, na TV Globo, onde ainda hoje é funcionário.
Mangueirense de carteirinha, Coutinho é um homem do samba e transita bem em todas as escolas, o que o tornou amigo de cantores e compositores que fizeram e fazem a história do samba em nosso país. É importante lembrar que Jorge Coutinho foi homenageado pela Portela, Escola de Samba de sua saudosa mãe, pela qual desfilou na Sapucaí, com muito orgulho, ao lado de diversos colegas famosos, cujo enredo foi baseado na vida de Clara Nunes, amiga do peito e do coração de Jorge Coutinho. Como ator, Jorge participou de quatorze novelas e oito filmes no cinema, todos com muito profissionalismo, criatividade e sucesso. Além de ser roteirista, Coutinho desempenhou trabalhos importantes como diretor de diversos filmes em sua carreira artística que completou 61 anos de atividade ininterrupta. O ator também construiu uma bela história como diretor na Rádio Roquette Pinto no Rio de Janeiro, ao lado do ator e ativista político inesquecível, que também era poeta e advogado, o saudoso Mário Lago.
Embora Jorge Coutinho seja mangueirense de carteirinha, ele é amigo de Monarco da Portela e de toda turma do samba carioca
O guerreiro da cultura nacional, ativista político desde sua juventude, ao lado de Ulysses Guimarães e Milton Gonçalves, os quais ajudaram a fundar o MDB velho de guerra, pelo qual Jorge já foi candidato a suplente de senador pelo Rio de Janeiro, foi presidente Nacional do MDB Afro e conselheiro de comunicação do Congresso Nacional. Como se sabe, Jorge Coutinho é, sem dúvida, um dos mais importantes representantes do MDB histórico, e nele permanece até hoje na defesa de seus princípios éticos, na defesa inconteste da cultura, na defesa das minorias e da integração do negro e da comunidade indígena ao processo de desenvolvimento da nação brasileira.

É com esta bagagem que parte significativa do mundo cultural do Rio de Janeiro, intelectuais de diversos segmentos, representantes das classes menos favorecidas, ativistas da comunidade negra e defensores da ficha limpa para o exercício de cargos públicos apontam a estrela que poderá brilhar nas eleições de 2020 para prefeito do Rio de Janeiro, o ator Jorge Coutinho.
Jorge Coutinho é lançado por Milton Gonçalves para prefeito do Rio de Janeiro
Entrevistado pela reportagem, o ator Milton Gonçalves disse o seguinte: “O Rio de Janeiro precisa de um prefeito em 2020, comprometido com a história de nossa cidade. O Coutinho, dono de uma trajetória sem máculas, um ficha limpa e em pleno vigor aos 86 anos de idade, certamente tem potencial para reforçar o nosso MDB e fazê-lo voltar aos tempos de glória, quando éramos o partido político referencial da América Latina. Tive a satisfação de viajar pelo Brasil ao lado de doutor Ulysses Guimarães e do jovem deputado Dante de Oliveira, quando pregamos em alto e bom som, aos brasileiros de todos os rincões, o discurso que pegou e reacendeu a chama da democracia em nosso país, por meio do grito uníssono de nosso povo: “Diretas Já”.
Coutinho tem apoio de Xande de Pilares, como pré - candidato a prefeito do Rio de Janeiro
Portanto, sinto-me na obrigação de incentivar a pré-candidatura de Jorge Coutinho para prefeito do Rio. Esta vontade aumenta, ao relembrar que sou um brasileiro que me fiz no Rio de Janeiro, a mais bela cidade do mundo, que tem como símbolo o Cristo Redentor. Neste sentido, cito a representatividade do Cristo Redentor, no alto do morro do Corcovado, simbolizando a fé de um povo; a fé de uma população que não pode perder a esperança por causa da violência; a fé das pessoas que souberam construir com maestria o berço da cultura nacional; a fé de cariocas e brasileiros residentes em nossa cidade, que precisam  ganhar o mínimo com dignidade para sobreviverem; enfim, a fé do povo negro que construiu com o seu sangue, os pilares de uma nação de 210 milhões de brasileiros, representante da oitava economia do mundo e que, ainda assim, nunca participou de sua administração! Jorge Coutinho eleito prefeito do Rio de Janeiro, certamente representará o povo no poder. Por ter sabido construir sua história com muito esmero, fé e dignidade, Coutinho saberá escolher os melhores técnicos para sua assessoria, com muita competência e o coração de um carioca da gema como ele, para fazer o Rio de Janeiro continuar com o título de Capital Maravilhosa. SALVE JORGE!”, concluiu o ator Milton Gonçalves.
Como se vê, o incrível Jorge Coutinho quebra o silêncio da negritude carioca, com o reforço das  belas palavras de Milton Gonçalves,  Xande de Pilares e outros, ao tempo em que se coloca como pré-candidato a prefeito do MDB no Rio de Janeiro e sugere que os institutos de pesquisas, a partir de agora, coloquem o seu nome na pergunta estimulada, entre os quase trinta pré-candidatos que já se apresentaram. Voltando a Xande, ele disse: “Jorge! É Deus quem aponta a estrela que tem que brilhar”.
 Questionado pela reportagem sobre o seu pleito rumo ao Palácio da Cidade do Rio De Janeiro, Jorge Coutinho afirmou: “Agradeço as  palavras de incentivo do meu amigo Milton Gonçalves, quando aponta o meu nome como opção do MDB para disputar a eleição para prefeito do Rio, e digo: Milton, estou pronto para mais esta batalha e sou, sim, pré-candidato  a prefeito do Rio de Janeiro! Quero pedir a atenção especial dos dirigentes dos institutos de pesquisas, pois autorizo a colocação de meu nome, a partir da publicação desta matéria, em todas as perguntas, quando sugeridos os nomes de pré-candidatos para prefeito do Rio de Janeiro. Agradeço as manifestações públicas sobre minha pré-candidatura, como a do Xande de Pilares, autor de uma das músicas da novela da TV Globo a Dona do Pedaço. Agradeço também, a manifestação pública do brigadeiro Átila Maia, que obteve quase 136 votos para o Senado no Distrito Federal em 2018. O brigadeiro, que já morou no Rio, conhece bem a nossa cidade, e se colocou ao meu dispor, após a aprovação de meu nome na convenção partidária, no sentido de elaborar o plano de Segurança Pública para a cidade do Rio de Janeiro. Em tempo, quero dizer aos fundadores de nossa legenda: Vamos resgatar os nomes dos autênticos do MDB, que se afastaram por diversos motivos. É hora da união e, juntos e unidos, vamos reconstruir a verdadeira história do Rio de Janeiro e de nosso amado Brasil. Um grande axé para todos. Salve, doutor Ulysses Guimarães, o timoneiro que me levou para o MDB velho de guerra”, concluiu o pré-candidato a prefeito do Rio de Janeiro, Jorge Coutinho!
Jorge Coutinho e o Brigadeiro Átila Maia. Este, vai elaborar o plano de Segurança Pública para a Cidade do Rio de Janeiro


segunda-feira, 16 de setembro de 2019

30 ANOS DA PRIMEIRA ELEIÇÃO APÓS A REDEMOCRATIZAÇÃO NO BRASIL!

Por: Walter Brito
A democracia permitiu enormes avanços da humanidade e teve diferentes significados em cada período pelos quais passamos no Brasil e no planeta Terra, desde a nossa existência como nação e os primórdios da existência humana. Partindo da premissa de que o poder é a vontade do povo, lembramos que à medida em que o planeta se transforma, naturalmente, os humanos mudam os seus conceitos. Desta forma, as regras do jogo foram modificadas ao longo de nossa existência e a democracia teve papel fundamental.
Diversos momentos da história com marcas fortes precisam ser ressaltados nesta matéria antes de irmos ao dia D, que foi a primeira eleição após a ditadura militar no Brasil, ocorrida em 15 de novembro de 1989, culminando com a eleição de Fernando Collor de Mello para presidente.
Momento em que o ex-presidente José Sarney passa a faixa presidencial para Fernando Collor de Mello

A QUEDA DA BASTILHA

Lembremos pois, a Queda da Bastilha, ocorrida no dia 14 de julho de 1789, ocasião em que foi derrubada a prisão-fortaleza – Bastilha, pelo povo parisiense. A referida prisão, por um longo período, subjugou o povo francês e simbolizou o absolutismo e a arbitrariedade da justiça, que prendia intelectuais e nobres que discordavam do regime, à época sob o comando do Rei Luiz XVI. A Queda da Bastilha foi, sem dúvidas, a base para a declaração universal dos direitos humanos.

MARTIN LUTHER KING E OS DIREIT0S CIVIS NOS EUA
Martin Luther King quando fez o lendário pronunciamento: "Eu tive um sonho"
Outro avanço da democracia teve início com a marcha sobre Washington nos EUA, ocorrida no dia 28 de agosto de 1963 sob o comando do líder negro Martin Luther King. Na ocasião, o pastor e pacifista afro-americano reuniu 250 mil pessoas para clamar, discursar, orar e cantar por melhores dias para a comunidade negra. Foi um clamor por justiça social, liberdade, trabalho e pelo fim da segregação racial contra a população negra do país mais poderoso do mundo.
Vale lembrar que a histórica manifestação foi composta por 80% de negros e 20% de brancos que abraçaram a causa sob a liderança de King. O seu discurso intitulado, “Eu tenho um sonho”, proferido naquele dia de lutas, conquistas e vitórias do povo negro, ficou marcado pelo trecho em que Martin Luther King bradou em alto e bom som: “Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados por sua personalidade, não pela cor de sua pele”. O presidente dos Estados Unidos da América à época, Lyndon Johnson, assinou a Lei dos Direitos Civis no dia 2 de julho de 1964. A data coincide com o Dia da Bahia em nosso país.

QUEDA DO MURO DE BERLIM

O país mais poderoso do continente europeu, a Alemanha, passou por muitas transformações e teve seus reveses e avanços, entre os quais destacamos a Queda do Muro de Berlim, que separou milhares de famílias na fatídica noite de 13 de agosto de 1961, quando milhares de cães de guarda foram soltos nas 255 pistas que separavam as duas Alemanhas: Ocidental e Oriental. A cidade de Berlim dividiu também o mundo em dois blocos: Berlim Ocidental, capital da República Federal da Alemanha (RFA), constituída pelos países capitalistas e encabeçados pelos Estados Unidos da América; do outro lado ficou Berlim Oriental, capital da República Democrática Alemã (RDA), constituída pelos países socialistas sob o domínio soviético. Para o avanço da democracia e do mundo, os 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação e as 127 redes metálicas eletrificadas tiveram fim no dia no dia 9 de novembro de 1989 e passou para a história como data da Queda do Muro de Berlim e permitiu que milhares de famílias se reencontrassem depois de quase três décadas separados pela força bruta.

CONSTITUIÇÃO DE 1988
Ulisses Guimarães entrega aos brasileiros a Constituição de 1988


Eis que, em 1988 no Brasil, o timoneiro Ulisses Guimarães, entrega ao povo uma nova Constituição, com o fim da censura aos veículos de comunicação; implantação do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o território nacional; garantia das terras indígenas; garantias de leis de proteção do meio ambiente; instituição de eleições diretas em dois turnos, caso nenhum candidato consiga maioria dos votos válidos no primeiro; maior autonomia dos municípios.

22 CANDIDATOS PARA PRESIDENTE EM 1989!

A juventude do Brasil respirava novos ares e inspirados pelo jovem deputado de Mato-Grosso, Dante de Oliveira, autor da Emenda das Diretas Já, o povo foi para as ruas em Curitiba no dia 12 de janeiro de 1984, quando o deputado Dante de Oliveira aos 32 anos de idade, ao lado de dez governadores de oposição exigiram eleições diretas para presidente da República. A partir daí o povo brasileiro encheu as ruas de nosso país em diversos comícios das Diretas Já e, em 15 de novembro de 1989, 22 brasileiros disputaram pela primeira vez o pleito por meio do voto popular depois do regime militar.

Foram os seguintes, os candidatos e candidatas para presidente do Brasil e suas respectivas votações e percentuais no primeiro turno: Fernando Collor de Mello (PRN) - 20 611 011 votos e 30,47%; Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  - 11 622 673 votos e 17,18%; Leonel de Moura Brizola (PDT) - 11 168 228 votos e 16,51%; Mário Covas (PSDB) - 7 790 392 e 11,52%; Paulo Salim Maluf (PDS) – 5 986 575 votos e 8,85%; Guilherme Afif Domingos -  (PL) -  3 272 462 votos e 4,83%; Ulisses Guimarães  -  (PMDB)  - 3 204 932 votos  e 4,73%; Roberto Freire  - (PCB) – 769 123  votos e 1,13%; Aureliano Chaves -  (PFL) – 600 838 votos e 0,88%; Ronaldo Caiado -  (PDN) 488 846 votos e 0,72%; Afonso Camargo Neto - (PTB) – 379 286 votos e 0,56%; Enéas Carneiro – (PRONA) – 360 561 votos e 0,53%; José Marronzinho -  (PSP) – 238 425 votos e 0,33%; Paulo Gontijo – (PP) – 198 719 votos e 0,29%; Zamir José Teixeira – (PCN) – 187 155 votos e 0,27%; Lívia Maria Pio – (PN) – 179 922 votos e 0,26%; Eudes Oliveira Matar - (PLP) – 162 350 votos e 0,24%; Fernando Gabeira -  (PV)  - 125 842 votos e 0,18%; Celso Brant -  (PMN)  - 109 909 votos e 0,16%;  Antônio dos Santos Pedreira  - (PPB)  -  86 114 votos e 0,12%; Manoel de Oliveira Horta -  (PDCdoB) – 83 286 votos e 0,12%; Armando Corrêa -  (PMB) -  4 363 votos e 0,01%; Sílvio Santos  -  (PMB) – 0 voto  e 0,00% – candidatura indeferida. Total de votos válidos – 67 631 012 votos e 93,57%; votos em branco - 1 176 413 votos e 1,63%; votos nulos - 3 473 484 votos e 4,81%. Total de votos – 72 280 909 e 88,07%.
ANÁLISE DA DISPUTA QUE ELEGEU COLOR PRESIDENTE

Como se vê, foi de fato uma eleição bastante disputada. É sem dúvidas um dos mais importantes embates eleitorais de nossa história política. O debate foi altamente enriquecido com a presença de pesos tão importantes e caros da política brasileira, tal como o timoneiro Ulisses Guimarães, que teve como seu vice o baiano exemplar Waldir Pires, ex-governador da Bahia e três vezes ministro de Estado, cuja trajetória sempre orgulhou os brasileiros de todos os rincões.
          O velho caudilho Leonel de Moura Brizola naquelas eleições foi um show à parte nos novos ares de nossa democracia. Único político brasileiro que governou dois estados diferentes: o seu Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro, onde foi governador por dois mandatos. Lembrando ainda que Brizola obteve um terço dos votos para deputado federal no Estado da Guanabara em 1962, o mais votado de todos os tempos proporcionalmente. Gaúcho arrojado e da palavra fácil, Brizola não usava teleprompter para gravar seus programas de rádio e televisão e fazia tudo no improviso, no mesmo estilo usado para massacrar sem dó e sem piedade os seus mais ferrenhos adversários, nos debates ou em suas polêmicas entrevistas e pronunciamentos.

COVAS ENTROU NA DISPUTA COMO VENCEDOR!

Mário Covas, força moral de um tempo em que o fio do bigode ainda tinha valor, no início da campanha era considerado imbatível pela maioria dos cientistas políticos nacionais e estrangeiros. Outro nome considerável na disputa foi Afif Domingos, que com o discurso da modernidade na economia e seu carisma de jovem elegante e bem-sucedido, de voz macia e firme, encantava milhares de brasileiras e brasileiros de forma crescente, o que balançou, e muito, os bastidores daquela acirrada disputa, deixando sem sono os líderes das pesquisas. 
Personagem obrigatória naquele pleito foi a do ex-governador de São Paulo, Paulo Salim Maluf. Embora querido por paulistas e paulistanos naquele pedaço de nossa luta democrática, Maluf, que venceu Mário Andreazza no primeiro turno da eleição indireta realizada pelo Colégio Eleitoral em 1984, foi flagrantemente derrotado por Tancredo Neves no segundo turno, quando perdeu o encanto e o protagonismo que lhe eram peculiar. Chegou enfraquecido para a disputa de 1989, mas ainda com sua verve afiada atacando adversários que cruzassem o seu caminho.

A ESPERANÇA DO POVO BRASILEIRO DERROTOU OS CACIQUES!
O Collor confiante mostra V da vitória

 Collor arregaça as mangas da camisa e joga duro
O jovem alagoano de 39 anos Fernando Collor de Mello, que tinha sido prefeito de Maceió aos 30 anos, deputado federal e governador, chegou chegando e fez a energia de sua juventude balançar em pouco tempo de campanha os quatro cantos da nação brasileira. Era o azarão e a novidade da primeira disputa após a ditadura militar, quando o povo estava ávido por eleições diretas e renovadoras. Entretanto, os oponentes do alagoano demoraram a entender que ele seria o cara da vez!
Quando a campanha já pegava fogo e a todo o vapor, os seus conterrâneos nordestinos o aplaudiam de comício em comício e muitas vezes, junto com o candidato, o pregoeiro da fé no Nordeste, o Frei Damião, que mostrava de forma estratégica e subliminar o lado fervoroso do candidato. O apelo do jovem candidato caçador de marajás, complementou-se com o discurso vibrante relacionado aos descamisados, pés-descalços e desdentados, que representavam a maioria da população. Foi de fato o tiro certo de quem tinha apenas uma bala.
Tudo indicava na subida rápida e constante de Fernando Collor nas pesquisas, que o povo separou a crença no fio do bigode e a esperança que renascia e mexia com brasileiros de todas as camadas sociais e de todos os rincões, privilegiando a última.
          Certamente, naquele momento da campanha, Mário Covas estava a refletir, pois perdia votos generosos em São Paulo para o jovem governador que ele preteriu como vice, por pertencer a um estado inexpressivo e sem tradição na disputa pelo comando da nação. Quando recebeu o não do poderoso governador paulista, o audacioso alagoano Fernando respondeu na lata: “Esteja certo, governador Covas, que o enfrentarei nas urnas e mostrarei o tamanho do Estado de Alagoas”. São informações dos bastidores da campanha que somente pessoas como Cleto Falcão, Renan Calheiros e Cláudio Humberto sabiam. O papel de conciliador nacional de Covas não colou e logo ele foi percebendo que estava sendo trocado pela mudança renovadora proposta.
Os números das pesquisas variavam constantemente e a favor da candidatura de Collor na reta final do primeiro e segundo turnos. Neste último, migravam votos de todo o centro-direita, ou seja, os votos de Maluf, Afif, Covas e até dos eleitores do PMDB que não viram o Senhor Diretas decolar.
Enquanto isso, o velho caudilho brigava ferozmente na busca dos votos de ideologia progressista com Lula pela segunda vaga no segundo turno, principalmente em Minas Gerais.  Alguns empresários poderosos do país lustraram seus tanques de guerra e se posicionaram nas trincheiras de Minas, quando jogaram a favor do candidato do PT, pois temiam a vitória de Brizola no segundo turno. Lula levou a melhor, numa disputa inusitada! O líder sindicalista, que parou o ABC paulista naquele ano, estava confiante em sua revolução popular pensada pelo estrategista José Dirceu, embora o próprio mentor do PT soubesse que o preconceito calava fundo no coração das elites que não aceitavam um trabalhador com pouca escolaridade na direção de um país conservador e de dimensões continentais como nosso, além de ser dono da oitava economia do planeta.
No dia 15 de novembro de 1989 as urnas foram abertas e Collor obteve 20 611 011 votos, correspondentes a 30,47% do eleitorado, enquanto que Lula ficou em segundo lugar com 11 622 673 votos e um percentual de 17,18%. Lula obteve 454 445 votos a mais que Brizola, cujo percentual foi de 0,67%. Mário Covas e Paulo Maluf ficaram em quarto e quinto lugares respectivamente.
Naquele dia histórico para os brasileiros que clamavam por eleições, saímos de um jejum de 21 anos, ocasião em que cinco generais se revezavam no poder, entre os quais João Figueiredo, que foi o último e governou por seis longos anos. Figueiredo foi substituído por José Sarney, vice de Tancredo Neves, eleito pelo colégio eleitoral formado pelo Congresso Nacional. Tancredo morreu doente antes da posse.  

GOVERNO FERNANDO COLLOR

Lula e Collor no debate mediado por Marília Gabriella
O último debate na TV entre Collor e Lula ficou para a história analisar, o que foi feito com lupas pelo próprio ex-presidente do PT e um dos mais atuantes deputados federais que a esquerda teve, José Genuíno. Este afirmou com todas as letras que Lula não foi bem no debate e que Fernando Collor o superou naquele momento histórico da política brasileira. Fernando Collor obteve 35 089 998 votos, cujo percentual foi de 53,03%, enquanto que Luiz Inácio Lula da Silva foi votado por 31 076 364 de brasileiros, correspondentes a 46,97%. O pleito foi realizado no dia 17 de dezembro de 1989.

Collor e o presidente dos EUA  George H.W. Bush, antes de tomar posse

Mandela depois de 27 anos na prisão na África do Sul,
é recebido pelo presidente Fernando Collor no Brasil
Papa João Paulo II é recebido pelo presidente Collor em sua segunda visita ao Brasil


Fernando Collor assumiu a presidência da República no dia 15 de março de 1989 e foi apeado do poder no dia 29 de dezembro de 1992, quando foi substituído por seu vice, Itamar Franco (PMDB) que governou até dia 1º de janeiro de 1995. O governo Collor foi marcado por avanços importantes em seus dois anos e meio de administração. Nessa ocasião, brasileiros de todos os rincões assistiram com entusiasmo a abertura de mercado que permitiu que trocássemos os nossos automóveis considerados verdadeiras carroças motorizadas por modelos de alta tecnologia usados nos países do primeiro mundo.
Os computadores arcaicos da década de 80 foram substituídos por máquinas de última geração e conhecemos os celulares que transformaram o cotidiano da maioria, quase absoluta, de nossas cidadãs e cidadãos.  Vale lembrar que o relatório do Banco Mundial em 2018 mostrou, claramente, diversos avanços importantes no governo Collor, inclusive afirmou de forma detalhada, que no início da década de 90, os menos favorecidos de nosso país foram mais beneficiados que os ricos.
O popular confisco da poupança, sem dúvidas, é um momento forte, sempre lembrado pela população, especialmente pelas pessoas de 50 anos de idade ou mais. Por isso, perguntamos ao ex-presidente em determinada ocasião, como foi sequestrar a poupança do povo brasileiro. Ele não tergiversou e argumentou de forma convicta: “Não ouve confisco e nem sequestro do dinheiro do povo brasileiro. O propósito foi diminuir a liquidez financeira naquele momento de instabilidade. Prova disso é que no governo de meu sucessor, o Itamar Franco, o Plano Real foi implantado com sucesso e, caso não tivéssemos tido a coragem de tomar aquela medida, certamente o Plano Real não teria sido implantado da forma que foi feito e deu certo! Vale lembrar que todos os brasileiros tiveram seus valores devolvidos em 12 parcelas e a correção monetária foi feita em melhores condições que as oferecidas pelo sistema financeiro à época. Ressalto que a medida atingiu 10% das contas de nosso povo, que recebeu o dinheiro de volta, conforme prometido quando tomamos aquela medida necessária no momento de grande crise”, disse Fernando Collor de Mello. 
Relembramos que dos 22 candidatos que participaram da eleição presidencial em 1989, os únicos que continuam com mandato eletivo são: Fernando Collor de Mello, hoje filiado ao PROS e senador por Alagoas, com mandato até 2022, e Ronaldo Caiado (DEM), que exerce mandato de governador em Goiás.

O período pós redemocratização nestas três décadas acrescentou em nosso destino político a prisão de dois ex-presidentes, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso por suspeita de corrupção e condenado a oito anos e dez meses de reclusão, e o ex-presidente Michel Temer (MDB), acusado de comandar quadrilha que praticou corrupção e cartel durante a construção de Angra 3. Temer ficou detido a primeira vez por quatro dias e na segunda por cinco dias. Temer substituiu Dilma Rousseff, afastada por impeachment, cujo processo iniciou-se em 2 de dezembro de 2015 e o afastamento definitivo se deu no dia 31 de agosto de 2016.
O povo é, de fato e de direito, o guardião da democracia. Os nossos 519 anos de história mostram diariamente as injustiças cometidas pelos detentores do poder. Entretanto, a fé e a esperança dos brasileiros continuam inabaláveis e o povo pronto para ir às ruas na defesa de nossa honra, sempre com foco na liberdade, igualdade e fraternidade! Avante, Brasil!